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Uma promoção “tentadora” chegou pelo WhatsApp, mas o final surpreendeu confeiteira em SC

Fernanda Oliveira recebeu uma oferta de sete caixas por R$ 504 enviada por um contato que usava a foto de uma pessoa conhecida. Mas o que veio depois mudou tudo.

Uma promoção “tentadora” chegou pelo WhatsApp, mas o final surpreendeu confeiteira em SC
Foto: Reprodução
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Uma oferta aparentemente imperdível de leite condensado quase terminou em um prejuízo de R$ 504 para uma confeiteira de São José, na Grande Florianópolis. A tentativa de golpe usou a fotografia de uma pessoa conhecida pela vítima, um preço abaixo do habitual e muita pressa para que o pagamento fosse feito por Pix.

O caso foi relatado pela culinarista Fernanda Oliveira em um vídeo publicado nas redes sociais. A gravação ultrapassou 44 mil curtidas, recebeu milhares de compartilhamentos e reuniu relatos de outras pessoas que afirmaram ter recebido mensagens semelhantes.

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Segundo Fernanda, o contato afirmou estar em uma distribuidora e ofereceu caixas com 27 unidades de leite condensado por R$ 72 cada. A justificativa era de que o estabelecimento encerraria as atividades naquele mesmo dia e, por isso, os produtos estariam sendo vendidos por um valor reduzido.

Durante a conversa, a pessoa dizia que a loja estava prestes a fechar, que as portas já haviam sido abaixadas e que era necessário decidir rapidamente. O suposto vendedor também ofereceu cacau em pó por R$ 25, mas Fernanda demonstrou interesse somente no leite condensado.

A confeiteira pediu sete caixas. O valor total informado foi de R$ 504. Logo depois, o contato enviou uma chave Pix e afirmou que o pagamento deveria ser feito diretamente para o estabelecimento.

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Foi nesse momento que Fernanda percebeu um detalhe estranho: a conta indicada aparecia vinculada ao setor de entretenimento, e não a uma distribuidora ou empresa do ramo alimentício.

Desconfiada, ela decidiu testar o contato. Fernanda informou que faria o pagamento em dinheiro quando os produtos fossem entregues. Conforme o relato, depois dessa resposta, as mensagens foram apagadas.

A culinarista também tentou ligar para o número. A pessoa, no entanto, desligava ou não atendia às chamadas. Nos comentários da publicação, Fernanda explicou que a fotografia usada no WhatsApp era de uma pessoa conhecida por ela, embora o número tivesse um DDD diferente.

Não há confirmação de que a conta dessa conhecida tenha sido invadida. A suspeita é de que os responsáveis pela tentativa de golpe tenham apenas copiado a fotografia para transmitir confiança e aumentar as chances de a vítima realizar o pagamento.

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“Quando eu respondi que pagaria em dinheiro na entrega, as mensagens foram apagadas”, contou Fernanda. Ela disse que decidiu continuar a conversa por alguns minutos para entender até onde a abordagem iria.

Após a publicação do vídeo, outras confeiteiras relataram situações parecidas. Uma delas afirmou que golpistas usaram a fotografia de uma amiga para oferecer produtos. Outra internauta disse ter recebido praticamente as mesmas mensagens.

Fernanda não realizou a transferência e não teve prejuízo. Ela divulgou o caso como alerta, principalmente para confeiteiras e pequenos empreendedores que costumam comprar ingredientes em grandes quantidades e podem ser atraídos por promoções aparentemente vantajosas.

A recomendação é desconfiar de ofertas muito abaixo do preço habitual, confirmar a identidade do contato por ligação ou outro número e conferir com atenção o nome do recebedor antes de concluir qualquer Pix. Pedidos de pagamento acompanhados de urgência também devem ser tratados com cautela.

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