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Menino autista de 4 anos segue desaparecido e câmera flagra os últimos momentos dele brincando em SC

Câmeras de segurança registraram Antônio Carlos Gomes Teixeira brincando em frente à casa em Salto Grande, em Ituporanga.

Menino autista de 4 anos segue desaparecido e câmera flagra os últimos momentos dele brincando em SC
Foto: Reprodução
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Antônio Carlos Gomes Teixeira, de 4 anos, segue desaparecido em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, e as imagens das câmeras de segurança da casa onde ele estava registraram os últimos momentos em que o menino foi visto. Nas gravações, Antônio aparece brincando em frente à residência, na localidade de Salto Grande, instantes antes de sumir. A família estava de visita na cidade e se preparava para o almoço deste domingo (6).

Edinael Pereira, proprietário da casa e primo do pai da criança, foi quem reconstruiu o intervalo em que tudo aconteceu. Segundo ele, a distração durou menos de sessenta segundos. “Foi menos de um minuto de dispersão, na hora do almoço, que todo mundo entrou pra se servir”, contou. A irmã mais velha havia ficado com Antônio na varanda enquanto os adultos montavam os pratos, e a família ainda mantinha o menino no campo de visão. “Mesmo a gente estando na mesa, a gente estava através da janela olhando ele.”

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A câmera registrou o instante exato da virada. “Quando ele saiu, nas câmeras a gente viu que ele fechou a porta, então a porta estava fechada”, relatou Edinael. A irmã havia entrado logo atrás, e a porta fechada tirou de qualquer um a última chance de perceber a saída. A pergunta veio segundos depois, dentro da casa: “Daí já perguntei pra ela: tu viu o mano? Não, não viu o mano.”

A família se dividiu em direções diferentes

A partir dali, a reação foi imediata e simultânea. “Todo mundo já saiu correndo, foi coisa assim de menos de um minuto, já não achando mais”, disse. A família se dividiu na tentativa de cortar caminho. “Já desci correndo, beira do rio, o pai já saiu pela estrada fora também, eu já peguei em seguida o carro, saí pela estrada.”

A pressa tinha um motivo concreto, e é o mesmo que ainda hoje define o raio de busca. Antônio é autista e tem grande mobilidade. “Como ele era bem ligeiro, bem elétrico, infelizmente daí já acionei bombeiro, polícia e comecei as buscas pelas hipóteses piores”, contou Edinael. A casa fica próxima ao Rio Itajaí do Sul, e a condição do curso d’água naquele momento era o pior cenário possível. “O rio estava bem cheio também no momento.”

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Os parentes iniciaram as buscas por conta própria nas proximidades e ao longo das margens do Rio Itajaí do Sul antes mesmo da chegada das equipes. Pouco depois, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Militar foram acionados para assumir a operação, que desde então concentra os trabalhos no entorno da residência e no rio.

As equipes do Corpo de Bombeiros Militar seguem realizando as buscas com apoio de familiares e da comunidade. A operação segue dividida entre a varredura terrestre nas áreas de vegetação próximas à casa e o rastreamento do trecho do rio, onde o nível elevado e a correnteza continuam restringindo o trabalho dos mergulhadores.

“Poder enterrar também o filho, não ficar nessa angústia”

Edinael também explicou o vínculo entre as duas famílias. O pai de Antônio é seu primo e compadre, padrinho do filho dele. A família da criança não mora em Ituporanga e estava na cidade justamente para o encontro que terminou na mobilização de dezenas de pessoas.

Ao falar sobre a expectativa de quem está no local, ele foi direto sobre o que a família enfrenta enquanto as horas passam sem notícia. Disse esperar que os bombeiros consigam localizar o menino, ainda que o desfecho não seja o desejado, porque a incerteza pesa mais. “Não é que a notícia seja ruim, mas também dá uma conformidade para a família, poder enterrar também o filho, não ficar nessa angústia.”

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A frase final resume o estado de ânimo de quem passou o domingo inteiro no barranco do rio. “Tomara que não fosse sem vida, mas com vida, mas infelizmente a gente sabe que pode ser o pior.”

Até a última atualização das equipes, Antônio Carlos Gomes Teixeira não havia sido localizado e as buscas continuavam na região. A família permanece acompanhando a operação e aguardando informações sobre o paradeiro do menino.

Quem tiver qualquer informação que possa ajudar na localização da criança deve comunicar imediatamente às autoridades pelo 190 ou pelo 193.

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