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“Precisava salvar as pessoas”: motoboy abandona moto, pega barco de pescador e desaparece em SC

Romoaldo Ruela Terra, de 27 anos, deixou a moto, o capacete e a bag de entregas escondidos sob as pedras na escadaria da Ponte Hercílio Luz e foi visto pela última vez caminhando pela orla da Ponta do Leal, em Florianópolis.

“Precisava salvar as pessoas”: motoboy abandona moto, pega barco de pescador e desaparece em SC
Foto: Reprodução
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O garçom e entregador Romoaldo Ruela Terra, de 27 anos, saiu de casa no bairro Monte Verde, na região continental de Florianópolis, por volta das 8h30 do sábado (29). Vestia um traje preto de chuva de motoqueiro, levava capacete preto e a bag de entregas. Ao companheiro, disse apenas que voltaria mais tarde e não informou para onde ia. Desde então, ninguém sabe onde ele está.

Cerca de meia hora depois de sair, por volta das 9h, Romoaldo chegou à área próxima da escadaria da Ponte Hercílio Luz e deixou ali tudo o que carregava. Abandonou a motocicleta que alugava com as chaves, o capacete e a bag de entregas, e seguiu a pé sem avisar ninguém.

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Às 13h daquele mesmo sábado, a polícia esteve no ponto para recolher a moto largada. Na noite seguinte, o companheiro do jovem, João Mário Nascimento, foi até o local e encontrou os pertences escondidos embaixo das pedras, o que reforçou a suspeita de que o desaparecimento não foi acidental.

Pescadores viram o jovem atravessar a baía

Ao procurar informações na orla da baía, João conversou com pescadores que confirmaram ter visto Romoaldo naquela manhã. Um deles contou que o jovem pegou uma embarcação de sua propriedade e navegou em direção à Praia da Ponta do Leal, também na parte continental da capital.

Já na praia, um segundo pescador se aproximou e pediu que ele devolvesse o barco, que pertencia a um amigo. Romoaldo atendeu ao pedido sem discutir, desembarcou e seguiu caminhando pela areia. Os dois avistamentos aconteceram no intervalo entre 10h e 11h.

A partir do momento em que o entregador caminhou pela orla no sentido do Estreito e do Jardim Atlântico, a pista acaba. Não há registro, imagem ou relato posterior sobre o paradeiro dele.

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Comportamento incomum nos dias anteriores

O comportamento do jovem já vinha chamando a atenção da família nos dias anteriores. Segundo o companheiro, Romoaldo comprou uma Bíblia e passou a rezar o Pai Nosso em voz alta, num tom acima do habitual. Também dizia que queria visitar a mãe.

Na noite anterior ao desaparecimento, o quadro se intensificou. Enquanto orava, ele gritou que precisava salvar as pessoas e a própria família, conforme o relato apresentado à polícia no registro do desaparecimento.

Romoaldo é natural de Resplendor, no interior de Minas Gerais, e havia se mudado para Florianópolis cerca de oito meses antes de sumir, ao lado do companheiro. Não era a primeira vez que morava na capital catarinense: ele já tinha vivido na cidade antes e decidiu voltar porque gostava do lugar.

Além das entregas por aplicativo, o jovem estava prestes a começar em um novo emprego. Havia sido contratado como garçom em uma pizzaria no Norte da Ilha e ainda não tinha iniciado no posto quando desapareceu.

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Como ajudar nas buscas

O caso está registrado na polícia e a família segue nas buscas, refazendo o trajeto entre a escadaria da ponte e a orla continental. Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do jovem pode acionar o Disque Denúncia da Polícia Civil pelo 181, com sigilo absoluto, ligar para a Polícia Militar no 190 ou falar diretamente com a família pelos telefones (48) 98868-3268 e (27) 99242-5144.

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