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Criminoso do Ceará é estrangulado até a morte na Penitenciária de Blumenau

Interno de 24 anos confessou aos policiais penais ter enforcado o companheiro de cela com um golpe "mata-leão" enquanto os outros presos dormiam, na manhã desta terça-feira, no bairro Ponta Aguda.

Criminoso do Ceará é estrangulado até a morte na Penitenciária de Blumenau
Foto: Reprodução
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Um interno da cela 100 chamou os policiais penais do posto na manhã desta terça-feira (1º) para avisar que tinha acabado de matar um companheiro de cela dentro da Penitenciária de Blumenau, no bairro Ponta Aguda. Eram cerca de 6h30, horário da entrega do café da manhã e da retirada dos presos que exercem atividade laboral. Os policiais abriram a cela imediatamente e todos os internos saíram.

O último a deixar a cela foi Jefferson Willian Santos Lima, de 24 anos, que assumiu na hora ter matado Paulo Alves de Souza, de 23 anos. Diante dos policiais, Jefferson puxou o colchão onde o corpo estava deitado, expondo a vítima.

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A supervisão da unidade foi acionada em seguida e pediu atendimento do SAMU. Enquanto a ambulância não chegava, a penitenciária montou uma equipe de intervenção para tentar socorrer o preso. Os demais internos da cela foram levados para um quadrante posterior da galeria e Jefferson foi isolado no parlatório.

Durante a tentativa de socorro, a equipe constatou que Paulo já apresentava sinais cadavéricos, com coloração arroxeada na região da cabeça e ausência de temperatura corporal aparente. Não havia mais o que fazer.

Por volta das 7h40, a equipe do SAMU chegou à penitenciária e confirmou o óbito. O homicídio foi registrado às 7h41, com a autoria identificada desde o primeiro momento, algo raro em mortes ocorridas dentro de unidades prisionais.

Em entrevista à administração da unidade logo depois, Jefferson relatou que teria enforcado Paulo enquanto os outros presos dormiam, usando um golpe conhecido como “mata-leão”. Segundo o próprio relato dele, nenhum dos demais internos teria presenciado ou participado da ação.

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Outros nove homens estavam na mesma cela naquela madrugada. Todos afirmaram que dormiam e que não viram nada do que aconteceu. Nenhum deles acionou os policiais antes do próprio autor confessar o crime, já com o dia claro e a rotina da unidade em andamento.

A Polícia Militar foi acionada por meio do COPOM e deslocou uma guarnição até o endereço. No local, a direção da penitenciária informou que se tratava de homicídio, com vítima e autor já identificados, e que a própria instituição faria a comunicação formal do boletim de ocorrência diretamente à Polícia Civil. Prestado o auxílio, a guarnição seguiu em policiamento ostensivo.

A vítima era natural de Amontada, no Ceará, e tinha uma extensa ficha registrada no sistema. Paulo Alves de Souza acumulava boletins de ocorrência como autor por roubo, furto, receptação, tráfico de drogas, contrabando, lesão corporal, posse de drogas, vias de fato, injúria, ameaça, desacato, dano e resistência, além de passagens anteriores pelo sistema prisional catarinense.

Jefferson Willian Santos Lima nasceu em Foz do Iguaçu, no Paraná, e é conhecido no meio criminal como “Foguinho”. A ficha dele registra ocorrências por estelionato, ameaça, injúria e furto, e ele também já havia passado pelo sistema prisional antes de chegar à unidade de Blumenau.

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O caso agora está com a Polícia Civil, que apura as circunstâncias do estrangulamento e vai formalizar o indiciamento. Dentro da penitenciária, o chefe de segurança e a direção foram comunicados e os internos que dividiam a cela seguem isolados para averiguação, enquanto a unidade tenta entender como um homem foi morto no meio de uma cela cheia sem que ninguém dissesse ter percebido.

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