Pai que matou filha de dois meses com pancadas na cabeça é condenado em Florianópolis
Um homem foi condenado a 14 anos de prisão por tirar a vida da própria filha, uma bebê de apenas dois meses. O crime, que chocou até os profissionais envolvidos, ocorreu durante a madrugada do dia 25 de setembro de 2020, em Florianópolis. A Justiça entendeu que o assassinato foi praticado de forma cruel e … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·9 abr 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Um homem foi condenado a 14 anos de prisão por tirar a vida da própria filha, uma bebê de apenas dois meses. O crime, que chocou até os profissionais envolvidos, ocorreu durante a madrugada do dia 25 de setembro de 2020, em Florianópolis.
A Justiça entendeu que o assassinato foi praticado de forma cruel e deliberada, com agravante por ter sido cometido contra uma descendente. O homem começará a cumprir a pena em regime fechado.
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Segundo os documentos do processo, tudo aconteceu quando o pai levantou para dar a mamadeira à bebê. Nesse momento, ele golpeou repetidamente a cabeça da criança contra a parede, causando um grave traumatismo craniano que levou à morte.
Essa foi a segunda vez que o réu enfrentou o Tribunal do Júri pelo mesmo caso. No primeiro julgamento, ele havia sido condenado por homicídio culposo – ou seja, sem intenção de matar – com pena de apenas um ano em regime aberto. No entanto, o Ministério Público de Santa Catarina recorreu.
O MP sustentou que os jurados do primeiro julgamento se basearam apenas na versão do acusado, que dizia que a criança havia se asfixiado com a mamadeira. Porém, um laudo pericial indicou que a única causa da morte foi o traumatismo cranioencefálico, o que eliminava a possibilidade de asfixia.
Durante o novo julgamento, a promotoria destacou que o réu já demonstrava comportamentos estranhos e ameaçadores. A mãe da bebê, em seu depoimento, contou que chegou a ouvir barulhos na noite do crime e que, ao perguntar ao companheiro, ele minimizou a situação. Mais tarde, ele chamou a mulher alegando que a filha teria se engasgado. Ela também revelou que o homem desconfiava que a criança não fosse sua e costumava fazer “piadas” dizendo que jogaria a menina pela janela.
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Com a nova análise das provas e a atuação firme do Ministério Público, os jurados chegaram à condenação do acusado por homicídio doloso com agravante. Agora, ele deverá cumprir 14 anos de reclusão.
O caso permanece como um dos mais revoltantes já registrados na capital catarinense, não apenas pela brutalidade do ato, mas também pela idade da vítima e o laço familiar com o autor.