A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), uma operação contra um grupo investigado pela comercialização de componentes automotivos de origem ilícita em autopeças de Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão.
Batizada de Horreum Occultum, expressão em latim que significa “Galpão Oculto”, a operação é resultado de uma investigação iniciada após a descoberta de um imóvel em Gravatal usado para armazenar dezenas de peças automotivas. Segundo a Polícia Civil, entre os materiais encontrados estavam componentes provenientes de veículos furtados e roubados e peças com sinais identificadores suprimidos.
O galpão foi localizado em 7 de maio deste ano, durante diligências relacionadas a uma investigação sobre furto de cargas. Policiais encontraram o imóvel e identificaram componentes cuja procedência era considerada ilícita.
A partir da descoberta, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DFRV/DEIC) iniciou uma apuração para identificar a origem das peças, os responsáveis pelo armazenamento e a forma como os componentes eram colocados novamente no mercado.
De acordo com a investigação, o material era comercializado em estabelecimentos de autopeças de Tubarão. A Polícia Civil afirma ter identificado os integrantes do grupo e a atuação de cada investigado no esquema.
As apurações apontam que o grupo seria liderado por um empresário do setor automotivo, proprietário de uma autopeças na cidade. Conforme a Polícia Civil, ele já havia sido preso em flagrante duas vezes pela DFRV/DEIC em ocorrências relacionadas à comercialização de componentes automotivos de origem ilícita.
A operação reúne agentes da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, da Divisão de Investigação Criminal de Tubarão e da Delegacia de Polícia de Gravatal. A Polícia Científica de Santa Catarina também participa da ação.
A investigação apura crimes relacionados à receptação, adulteração de sinais identificadores e comercialização clandestina de componentes automotivos, além da possível ligação das peças com furtos e roubos de veículos e cargas.































