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Policial Militar catarinense fica entre os 5 melhores na corrida do BOPE no RJ: “tropa de elite”

Rafael Sagaz, do 7º BPM e do Tático de São José, terminou a Corrida Soldado do BOPE na 5ª colocação da classificação geral, em prova promovida pela PM do Rio com subida de cerca de 600 metros no percurso.

Policial Militar catarinense fica entre os 5 melhores na corrida do BOPE no RJ: “tropa de elite”
Foto: Reprodução
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O policial militar Rafael Sagaz, de Santa Catarina, cruzou a linha de chegada da Corrida Soldado do BOPE, no Rio de Janeiro, na quinta colocação da classificação geral. O resultado colocou a Polícia Militar catarinense entre os cinco primeiros de uma prova que nasceu dentro de um quartel e carrega a identidade das forças de segurança pública brasileiras.

Sagaz representou a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e o 7º Batalhão de Polícia Militar, Tático de São José, na Grande Florianópolis. Saiu do estado, correu em terreno que não é o dele e voltou com o nome da corporação catarinense na parte de cima do resultado.

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A Corrida Soldado do BOPE é promovida pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e tem como ponto central a sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais, em Laranjeiras, na Zona Sul carioca. Os percursos variam entre 5, 6 e 10 quilômetros, com chegada em frente ao Bope. Não é uma corrida de asfalto plano à beira-mar: o traçado sobe.

Rafael Sagaz no pórtico de largada da Corrida Soldado do BOPE, no Rio de Janeiro
Rafael Sagaz no pórtico de largada da Corrida Soldado do BOPE, no Rio de Janeiro

E é aí que a prova separa quem treinou de quem apenas se inscreveu. O percurso tem, entre seus trechos mais duros, uma subida de aproximadamente 600 metros, ladeira que transforma ritmo em sobrevivência e cobra de uma vez só fôlego, força de perna e cabeça. Corredor que gasta energia demais antes desse ponto não termina bem colocado, termina apenas terminando.

Foi nesse cenário que Rafael Sagaz fechou em 5º lugar geral. O dado importa porque não se trata de posição por categoria, faixa etária ou grupo de convidados: é a classificação geral, a que reúne todo mundo que largou, incluindo atletas de outras corporações e civis acostumados a prova de rua com desnível.

O peso do resultado também está no endereço. O BOPE é a unidade policial mais reconhecida do país, apelidada nacionalmente de “tropa de elite” e transformada em símbolo pelo cinema, pela caveira do brasão e pela seletividade do próprio curso de formação. Correr dentro desse ambiente, na casa de quem organiza, e sair entre os cinco melhores não é detalhe de currículo esportivo.

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No pódio, Rafael Sagaz estendeu a bandeira do Tático da Polícia Militar de Santa Catarina
No pódio, Rafael Sagaz estendeu a bandeira do Tático da Polícia Militar de Santa Catarina

Do lado catarinense, o 7º BPM responde pelo policiamento em São José, um dos municípios mais populosos e movimentados da Grande Florianópolis, com trânsito pesado, comércio de grande porte e ocorrências que se espalham por bairros densos. O Tático é a fração empregada no patrulhamento especializado, acionada em situações de maior complexidade, em que o tempo de resposta e o preparo físico do policial pesam tanto quanto o equipamento.

É esse o ponto que liga a corrida ao serviço. Condicionamento físico, na atividade policial, não é hobby de fim de semana nem estética de academia: é ferramenta de trabalho. Perseguição a pé, subida de morro, deslocamento com colete e cinto guarnecido, plantão longo, madrugada inteira em pé. O corpo do policial é parte do dispositivo operacional, e prova como a do BOPE funciona como termômetro público disso.

Disciplina, constância e superação aparecem como palavras de discurso em qualquer competição, mas na prática esportiva de um militar elas têm tradução mais seca: rotina de treino encaixada entre escalas, madrugadas trocadas, folga usada para treinar em vez de descansar. O resultado da prova não se constrói no dia da prova.

Rafael Sagaz com a bandeira de Santa Catarina na sede do BOPE, no Rio de Janeiro
Rafael Sagaz com a bandeira de Santa Catarina na sede do BOPE, no Rio de Janeiro

A participação também soma no plano institucional. Sempre que um policial catarinense disputa uma prova nacional promovida por outra corporação, a PMSC aparece fora da vitrine habitual das ocorrências e do noticiário criminal, num terreno de reconhecimento entre pares, onde a comparação é direta e o critério é o cronômetro.

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Santa Catarina esteve representada no Rio de Janeiro e voltou com lugar de destaque na classificação geral, com o nome da PMSC, do 7º BPM e do Tático de São José entre os cinco primeiros de uma das corridas mais duras do calendário das forças de segurança.

Medalha da Corrida Soldado do BOPE 2026
Medalha da Corrida Soldado do BOPE 2026
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