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em Segurança

Professora morre após ser atacada a facadas na rua de Delegacia da Mulher em SC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 19/04/2026 11h58
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Jadna Custódia Ferreira Vieira, de 55 anos, foi atacada com cerca de 10 facadas no pátio da própria casa, a poucos metros da DPCAMI, em Araranguá. Ela morreu quatro dias depois, no hospital. Ninguém foi preso.

A professora Jadna Custódia Ferreira Vieira, de 55 anos, morreu neste domingo (19) no Hospital Regional de Araranguá, quatro dias depois de ser atacada com cerca de 10 facadas no pátio da própria casa, a poucos metros da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI).

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O crime aconteceu por volta das 8h da última quarta-feira (15), na rua Caetano Lummertz, no bairro Urussanguinha. A DPCAMI fica na mesma rua, no número 1228, a menos de uma quadra da residência da vítima.

O que sabemos até agora

  • Jadna foi atacada no pátio de casa enquanto se preparava para sair, por volta das 8h de quarta-feira (15).
  • Recebeu cerca de 10 golpes de faca, atingindo principalmente o tronco, as costas e a região lombar.
  • Passou por cirurgia de urgência e ficou quatro dias internada em estado gravíssimo.
  • Morreu na manhã deste domingo (19), no Hospital Regional de Araranguá.
  • O crime ocorreu na mesma rua da DPCAMI, a poucos metros da delegacia especializada em violência contra a mulher.
  • Nenhum suspeito foi preso até a última atualização.

A cena no pátio

Conforme o Corpo de Bombeiros, Jadna foi encontrada caída ao lado de uma motocicleta, no pátio da residência, com sinais vitais alterados e múltiplas perfurações no tronco, nas costas, próximas ao trapézio e à lombar. Ela ainda passou por cirurgia de urgência, mas o quadro seguiu crítico durante os quatro dias de internação.

A Polícia Militar encontrou no local um simulacro de arma de fogo caído no gramado. Como nenhum pertence foi levado e não houve anúncio de assalto, a investigação foi aberta como tentativa de feminicídio. Com a morte confirmada neste domingo, o caso passa a ser tratado como feminicídio consumado.

Segundo relatos recebidos pela polícia, o agressor teria sido visto rondando a residência em dias anteriores, sempre no horário em que Jadna costumava sair para o trabalho, o que reforça a suspeita de crime premeditado.

A caminhada antes da morte

No sábado (18), um dia antes da morte, o Coletivo de Mulheres pela Paz organizou uma caminhada que saiu justamente da porta da DPCAMI e seguiu até a casa de Jadna. Dezenas de moradoras participaram pedindo justiça e mais proteção às mulheres da cidade.

Nós esperamos que, com educação para a paz, combate ao machismo e à misoginia, ainda muito presentes na estrutura da nossa sociedade, possamos mudar esses índices, para que não tenhamos mais Jadnas. Isso mexe muito conosco.

Jerusa Prestes da Silva, coordenadora do Coletivo de Mulheres pela Paz

Segundo dados citados pela coordenadora do movimento, Santa Catarina registrou 52 vítimas de feminicídio no ano passado. Casos recentes de violência extrema contra mulheres têm ocupado as páginas de segurança em diferentes regiões do estado, como o de uma jovem morta a facadas em uma pensão em Chapecó e o de uma moradora de Balneário Camboriú que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio e passou a alertar outras mulheres nas redes sociais.

A investigação

O caso é conduzido pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) em conjunto com a DPCAMI de Araranguá. O delegado coordenador da DIC, Luís Otávio Pohlmann, afirmou que a apuração está adiantada e descartou a hipótese inicial de que o autor fosse um morador de rua.

“Essa possibilidade está descartada. Não há indícios de que o autor seja um morador de rua”, afirmou o delegado, segundo reportagem publicada pela imprensa local. Ele acrescentou que a investigação caminha para o desfecho. Em caso semelhante no Sul do estado, a Polícia Civil conseguiu impedir um feminicídio ainda em andamento.

Até a última atualização, nenhum suspeito havia sido preso. A faca usada no ataque não foi localizada. O caso segue em investigação pela DIC de Araranguá, em conjunto com a DPCAMI.

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