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Queda de elevador mata trabalhador em obra de Camboriú e deixa outro gravemente ferido

Conforme as informações colhidas pela Polícia Militar no local, o cabo de aço do elevador de carga arrebentou e a plataforma despencou com dois homens e um carrinho de massa dentro. A perícia deve apontar o que causou o rompimento.

Queda de elevador mata trabalhador em obra de Camboriú e deixa outro gravemente ferido
Foto: Reprodução
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O carrinho com massa já estava dentro do elevador de carga quando o cabo de aço arrebentou. Os dois trabalhadores que estavam no equipamento despencaram de cerca de oito metros de altura na tarde desta quarta-feira, dentro de uma obra no bairro São Francisco de Assis, em Camboriú. Um deles não resistiu aos ferimentos. O outro sobreviveu com múltiplas fraturas.

Um dos operários morreu ainda no canteiro de obras. Ele estava no elevador junto com o colega no momento em que a estrutura cedeu e caiu em queda livre até o solo. O impacto foi suficiente para matar o trabalhador antes que o socorro conseguisse qualquer manobra de reanimação.

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O segundo trabalhador ficou gravemente ferido. Ele sofreu múltiplas fraturas, recebeu atendimento das equipes de emergência no próprio local e foi encaminhado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, referência para casos de trauma na região do Litoral Catarinense. O estado de saúde dele não foi divulgado.

Equipes de emergência e a Polícia Militar foram acionadas para a obra logo após a queda. No local, os policiais colheram as primeiras informações sobre o funcionamento do equipamento e sobre as circunstâncias que colocaram dois homens dentro de uma estrutura que, segundo o que foi apurado ali, não deveria transportar ninguém.

Elevador só de carga

Conforme as informações colhidas pela Polícia Militar no local, o elevador era destinado exclusivamente ao transporte de cargas e materiais. O equipamento não tinha função de transporte de pessoas e não era homologado para levar trabalhadores entre os pavimentos da obra.

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Segundo o sócio e responsável pela obra, os trabalhadores não tinham autorização para descer pelo elevador. A versão apresentada por ele aponta que o uso do equipamento naquele momento teria ocorrido fora do que estava determinado no canteiro.

O cabo que cedeu

O rompimento do cabo de aço é o ponto central para entender o que aconteceu. É esse cabo que sustenta a plataforma e permite que ela suba e desça carregada. Quando ele arrebenta com peso em cima, não há freio manual que segure: a estrutura cai direto até o ponto mais baixo do curso, e quem está dentro cai junto.

No momento da queda, além dos dois homens, o elevador levava um carrinho com massa. O peso do material somado ao dos trabalhadores estava sobre a mesma plataforma quando o cabo cedeu, o que reforça a preocupação com o limite de carga e com a manutenção do equipamento.

Apuração em duas frentes

Casos como esse costumam envolver apuração em duas frentes. De um lado, a investigação policial sobre a morte. De outro, a fiscalização das condições de trabalho no canteiro, que analisa manutenção do equipamento, treinamento das equipes e cumprimento das normas de segurança em obras.

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A perícia deve determinar se houve falha no cabo de aço, sobrecarga na plataforma, ausência de manutenção ou uma combinação desses fatores. O laudo é o documento que costuma orientar a responsabilização, tanto na esfera criminal quanto na trabalhista.

Até o momento, não há informação sobre interdição da obra nem sobre autuação da empresa responsável pelo canteiro no bairro São Francisco de Assis.

O caso segue sob apuração, e a Polícia Civil deve ouvir os responsáveis pela obra e as testemunhas que estavam no canteiro no momento da queda.

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