Romeno que matou caseiro na casa da ex em Balneário Camboriú será extraditado ao Brasil
Romeno acusado de matar homem, ferir mulher e incendiar casa em Balneário Camboriú será extraditado ao Brasil. Ele estava preso na Bolívia desde janeiro.
Por Equipe Jornal Razão·19 set 2025·4 min de leitura·Atualizado há 11 meses
Foto: Reprodução
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O cidadão romeno Michael Luciano Borzas, acusado de um crime brutal em Balneário Camboriú no início deste ano, será extraditado ao Brasil após meses detido na Bolívia. Ele foi capturado no país vizinho enquanto tentava escapar das autoridades, oito dias depois do ataque registrado em 20 de janeiro de 2025.
O crime
Naquela data, Borzas teria invadido uma residência de luxo no bairro da Barra, onde vivia a família de sua ex-namorada. Sem encontrar a jovem, ele abriu fogo contra uma funcionária, que sobreviveu ferida, e matou o marido dela, identificado como Victor Hugo Colombo. Em seguida, o suspeito ateou fogo na casa e fugiu.
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As investigações apontam que a motivação estaria ligada ao término do relacionamento, que o estrangeiro não aceitava. O casal havia se conhecido pela internet e o romeno chegou a morar no Brasil com a jovem. Segundo a Polícia Militar, o histórico de violência já era conhecido: no início de janeiro, ele teria tentado matar a ex-companheira em outra ocasião.
Processo de extradição
Detido desde janeiro em território boliviano, Borzas aguardava a conclusão do processo de extradição. O advogado Werbevan Castro, representante da família da vítima e assistente de acusação do Ministério Público, confirmou que já acionou o Ministério da Justiça para acelerar os trâmites.
Ainda não há data definida para a chegada do acusado ao país. Quando transferido, ele deverá ser encaminhado ao Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí, onde ficará à disposição da Justiça brasileira. Todos os custos da extradição serão arcados pelo Estado.
Repercussão
A confirmação da extradição traz alívio parcial à família da vítima, que desde janeiro cobra uma resposta efetiva das autoridades. O caso segue como um dos crimes mais chocantes registrados recentemente na região, marcado pela violência extrema e pela perseguição após o fim de um relacionamento.