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Roupas dobradas na areia e lesão na cabeça: morte de mulher na Praia Brava tem novo capítulo

Peças de roupas femininas foram achadas dobradas na restinga do Canto das Gaivotas, nos Ingleses, e recolhidas para a Polícia Científica. A mulher foi encontrada nua, sem documentos e com lesão na cabeça no canto sul da Praia Brava.

Roupas dobradas na areia e lesão na cabeça: morte de mulher na Praia Brava tem novo capítulo
Foto: Reprodução
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Roupas femininas, incluindo peças íntimas, foram encontradas na beira da praia do Canto das Gaivotas, nos Ingleses do Rio Vermelho, norte de Florianópolis, nesta sexta-feira (11). O material foi recolhido e ficou à disposição da Polícia Científica, que investiga a morte de uma mulher encontrada nua, horas antes, na Praia Brava.

Quem localizou as peças foi um homem que passeava com o cachorro na faixa de areia, na altura da Rua das Gaivotas, em frente a um condomínio. Ele fotografou o que viu, acionou a polícia e permaneceu no local até a chegada da equipe.

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O detalhe que chamou atenção não foi a presença das roupas, mas o estado delas. Segundo quem encontrou, as peças não estavam espalhadas nem embaraçadas pela maré. Estavam dobradas, na vegetação de restinga que fecha o final da praia, como se tivessem sido deixadas ali de propósito.

Roupas femininas e um óculos sobre a areia, na vegetação de restinga da praia dos Ingleses
As peças estavam agrupadas na restinga, junto a um par de óculos, no final da praia dos Ingleses

Dois pontos separados por um costão

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O Canto das Gaivotas fica no extremo norte da praia dos Ingleses. Do outro lado do costão que fecha esse trecho está o canto sul da Praia Brava, exatamente onde o corpo da mulher apareceu na manhã da mesma sexta-feira. São praias vizinhas, ligadas pelo mesmo trecho de mar.

A mulher foi vista por pessoas que passavam pela praia, de bruços na beira do mar, conforme o Jornal Razão mostrou nesta sexta-feira. Aparentava ter entre 25 e 30 anos e estava completamente sem roupas. Não havia documento, bolsa, celular ou qualquer objeto junto ao corpo. Até agora ninguém a reconheceu e ela segue sem identificação.

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A Polícia Militar constatou uma contusão na parte frontal da cabeça, na região da testa, e uma escoriação no lado esquerdo do corpo, entre o quadril e a coxa. Nenhuma outra lesão aparente foi observada. Pelas condições em que o corpo estava, não havia indicação de que a morte tivesse ocorrido muito tempo antes.

Roupas femininas na areia da praia dos Ingleses, vistas de dia e sob luz artificial à noite
O ponto onde as peças foram deixadas, na divisa entre a areia e a restinga, no Canto das Gaivotas

Naquele momento, as equipes já haviam vasculhado a areia e as pedras do costão da Praia Brava atrás das roupas da vítima. Nada foi localizado. A ausência total de pertences é justamente o que trava a identificação e o que faz o achado dos Ingleses ganhar peso.

O que muda se as peças forem dela

Se a perícia confirmar que as roupas pertenciam à mulher, o mapa do caso muda. Passa a existir um ponto conhecido onde ela esteve antes de morrer, a algumas centenas de metros do lugar onde o corpo foi parar, e um intervalo a ser reconstruído entre um ponto e outro.

Roupa dobrada, sozinha, não fecha nenhuma versão. É compatível com quem entra no mar por vontade própria e também com cena montada depois. As três hipóteses continuam abertas: morte acidental, suicídio ou homicídio. Nenhuma foi descartada, nenhuma foi confirmada.

As peças recolhidas passam agora por exame e comparação. A Polícia Científica é responsável pelos procedimentos periciais, pela identificação da vítima e pela definição da causa da morte. A Polícia Civil apura as circunstâncias.

Enquanto o laudo não sai, a morte segue sem causa determinada, a mulher segue sem nome e a ligação entre as roupas achadas nos Ingleses e o corpo da Praia Brava segue como linha de investigação, não como fato estabelecido.

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