Criminosos ligados a uma facção voltaram a tentar atacar a comunidade do Papaquara, no Norte da Ilha, em Florianópolis, na manhã desta quarta-feira, 4 de março. O episódio ocorre poucos dias depois do atentado a tiros que terminou com dois mortos na região e aumentou a tensão entre grupos rivais que disputam território no local.
Segundo as informações apuradas pelo Jornal Razão, homens armados associados ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC) teriam entrado novamente na comunidade com o objetivo de atacar integrantes ligados ao PCC, facção que possui forte presença na área. Moradores relataram momentos de pânico com diversos disparos de arma de fogo na comunidade durante o início da manhã.
A movimentação criminosa mobilizou rapidamente guarnições da Polícia Militar de Santa Catarina. Viaturas foram deslocadas para conter a situação e impedir que o confronto entre facções se expandisse pela região.
Pouco mais de duas horas após os primeiros relatos de tiros, equipes especializadas do BOPE da PMSC foram acionadas. A guarnição do COBRA, unidade tática de elite do BOPE, iniciou uma operação na área considerada crítica.
Durante as diligências, os policiais localizaram bandidos armados e houve confronto. Ao menos quatro criminosos foram neutralizados durante a troca de tiros com as equipes do BOPE.
A ocorrência ainda estava em andamento até a última atualização desta reportagem. Equipes policiais permanecem na região realizando buscas e garantindo a segurança da comunidade.
O novo confronto ocorre em meio ao cenário de tensão instalado no Papaquara desde o último fim de semana, quando criminosos invadiram a comunidade e executaram o jovem Arthur Anacleto Paust, de 21 anos. Durante a fuga daquele ataque, houve perseguição e troca de tiros com a Polícia Militar, resultando na morte de um dos envolvidos.
Dias depois, um dos veículos ligados ao atentado foi incendiado em frente à Central de Plantão Policial de Florianópolis, episódio tratado como incêndio doloso e interpretado pelas forças de segurança como possível tentativa de eliminar provas ou afrontar o aparato policial.
Com o novo confronto desta quarta-feira, o cenário reforça o clima de disputa entre facções criminosas pelo controle de áreas estratégicas no Norte da Ilha. As forças de segurança seguem mobilizadas para evitar novos ataques e restabelecer a ordem na região.
O Jornal Razão acompanha o caso e trará novas informações a qualquer momento.


