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“Vai pagar estacionamento”, diz mulher antes de derrubar moto de trabalhador em Criciúma

Vídeo gravado por outro motoboy mostra o carro dando ré sobre a motocicleta estacionada na Rua Coronel Pedro Benedet, no Centro; o dono da moto nem estava no local

“Vai pagar estacionamento”, diz mulher antes de derrubar moto de trabalhador em Criciúma
Foto: Reprodução
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Um carro deu ré sem que o condutor olhasse o retrovisor e derrubou a motocicleta de um entregador que estava estacionada na Rua Coronel Pedro Benedet, no Centro de Criciúma, na manhã desta quarta-feira (26). O dono da moto não estava no local no momento da colisão.

Outro motoboy que trabalhava na mesma rua presenciou a cena e começou a gravar com o celular. As imagens mostram a moto caída no asfalto, encostada na traseira do veículo, enquanto os ocupantes do carro discutem com o entregador que filmava.

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No vídeo, uma mulher que estava dentro do veículo afirma que o motoboy teria que pagar por um estacionamento em vez de deixar a moto parada na via. “Vai pagar estacionamento, cara”, diz ela, em tom de cobrança, enquanto a motocicleta do colega segue no chão.

Assista ao vídeo

Reprodução/Redes sociais

A resposta do entregador que gravava aparece na sequência das imagens. Ele cobra atenção ao retrovisor e reage à tentativa de responsabilizar quem trabalha na rua. “Vocês têm que olhar o retrovisor”, afirma. “Aqui também trabalha.”

Ao longo do registro, o motoboy repete que o prejuízo caiu no colo de quem sequer estava por perto. “Derrubou a moto do guri”, diz ele, apontando a motocicleta tombada entre os carros estacionados no meio-fio.

Depois da discussão, o carro deixou o local. “Derrubou a moto do motoboy e vai sair andando”, afirma o entregador nas imagens, no momento em que o veículo se afasta sem que os ocupantes assumissem o conserto da moto atingida.

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Rua de entregas no coração do Centro

A Rua Coronel Pedro Benedet fica em uma das áreas de maior circulação do Centro de Criciúma, com comércio, prédios residenciais e fluxo constante de entregas. É um trecho onde motoboys param por poucos minutos em frente aos edifícios para retirar ou deixar encomendas, rotina que costuma gerar atrito com motoristas que disputam o mesmo espaço.

Até o momento, não há registro de que a Polícia Militar tenha sido acionada para atender à ocorrência. Sem o chamado, não há boletim de atendimento gerado no local e a apuração passa a depender exclusivamente da iniciativa dos envolvidos.

O que fazer em caso de dano

Em situações como essa, o caminho previsto é o registro de boletim de ocorrência por dano ao patrimônio, feito presencialmente em delegacia ou pela plataforma digital da Polícia Civil de Santa Catarina. O registro é o documento que abre a possibilidade de cobrança do prejuízo.

O vídeo gravado pelo colega funciona como prova em eventual disputa. Imagens que mostram a placa do veículo, o momento do impacto e a posição da moto costumam ser determinantes para identificar o responsável e comprovar a extensão do dano, tanto em acordo direto quanto em ação judicial.

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Se não houver entendimento entre as partes, a cobrança dos reparos pode ser levada ao Juizado Especial Cível, onde causas de menor valor são julgadas sem necessidade de advogado nos casos até 20 salários mínimos. O prazo para buscar reparação por dano material é de três anos.

O caso não teve, até esta publicação, desdobramento oficial informado por órgãos de segurança. O vídeo segue circulando em perfis da região e reacendeu a cobrança de espaço para parada rápida de entregadores nas ruas centrais de Criciúma.

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