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“Calcinha com nome de macho”: sex shop vende fiado e acaba no prejuízo em Camboriú

Ketlyn Borges acumula mais de R$ 1 mil em compras fiado nunca pagas; Gabrielly Carolina, que trabalha com tatuagem e piercing, anota R$ 15 mil em calotes no caderno.

"Calcinha com nome de macho": sex shop vende fiado e acaba no prejuízo em Camboriú
Foto: Reprodução
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A empresária Ketlyn Borges, dona de um sex shop em Camboriú, no Litoral catarinense, vende fiado para clientes conhecidos e agora tenta receber mais de R$ 1 mil em compras que nunca foram pagas. Segundo ela, as pessoas levam os produtos, aproveitam e desaparecem na hora de acertar a conta.

Ketlyn conta que o que mais fica pendurado é justamente o que não é necessidade. Segundo ela, o cliente compra pensando na hora H e esquece que depois vem a conta. “É o famoso ostentar sem ter como pagar”, disse.

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O caso que mais pesa é o de uma cliente que ela conhece há alguns anos, amiga da tia do marido. A mulher comprou na loja mais de uma vez: levou produtos eróticos, baby dolls e até uma calcinha personalizada com o nome de um homem. “Ela comprou calcinha com o nome do macho”, resumiu Ketlyn.

Segundo a empresária, a cliente sempre enrolava na hora de pagar e usava o filho como desculpa. “Nunca vi você querer comprar um produto erótico, uma calcinha com o nome de um homem e o cara não poder te ajudar a pagar. É complicado”, afirmou.

O problema ganhou outro tamanho quando Ketlyn decidiu expor a dívida nas redes sociais. Depois da postagem, mais de 10 pessoas apareceram dizendo que também tinham levado calote da mesma mulher. Entre elas, segundo a empresária, está uma idosa: a cliente teria comprado uma scooter há dois anos e nunca pagou.

Do lado da loja, não existe prazo. Ketlyn paga o fornecedor na hora e fica com o prejuízo quando o cliente some. “Gente, se vocês estão vendo isso, por favor, paguem as suas contas, paguem as suas calcinhas, paguem o seu sex shop, porque aqui nada cai do céu. A gente compra mercadoria à vista. Então, por favor, gente, solta o Pix”, pediu.

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Ela não está sozinha. A comerciante Gabrielly Carolina, também de Camboriú, trabalha principalmente com tatuagem e piercing, vende fiado e anota tudo num caderno. Só o que está registrado ali soma R$ 15 mil em prejuízo, sem contar as dívidas que ela parou de anotar. “A gente tem um caderno que só no caderno, fora o que a gente parou de contar, tem 15 mil em prejuízo”, contou.

Na hora da cobrança, Gabrielly diz que a situação ainda se inverte: quem deve age como se tivesse razão. “Tá devendo pra ti, ainda parece que é tu que tá devendo pra ela”, afirmou.

Para Ketlyn, a conta é simples. “Se quer ter uma noite boa, pelo menos tem que ter dinheiro pra bancar.”

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/geral/calcinha-nome-de-macho-sex-shop-fiado-prejuizo-camboriu

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