O último rastro conhecido de Larissa Valeria da Silva Moreira, de 27 anos, é um salgado e uma bebida consumidos numa lanchonete a poucos metros do Terminal Central de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Quem estava no local contou à família que ela não aparentava estar bem e que saiu dali num carro de aplicativo, sem dizer para onde ia. Desde então, o celular permanece fora da área de cobertura, as redes sociais estão paradas e os pais, que moram em Belém do Pará, passam as noites acordados esperando qualquer sinal.
“Eu e a mãe dela estamos há três dias sem dormir. A gente é pai”, resumiu Antônio Henrique Pereira Moreira, que acompanha as buscas de longe ao lado da mulher, Elisangela da Silva Moreira. A família registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Joinville e agora depende de informações de quem circula pelo Centro da cidade.
Larissa se mudou de Belém para Joinville há cerca de três anos e morava sozinha no bairro Bom Retiro. Durante a maior parte desse período trabalhou em uma grande indústria da cidade, do ramo de metais sanitários e soluções ligadas ao uso da água. Foi demitida recentemente e passou a atuar como freelancer em um shopping, prestando serviços sem vínculo empregatício. Segundo os familiares, ela vinha recebendo seguro-desemprego.
Últimos contatos e o silêncio
Conforme o relato da família, os últimos contatos conhecidos aconteceram na terça-feira (4). Naquele dia, Larissa pediu dinheiro ao pai para pagar o plano do celular. No mesmo dia falou com o irmão e pediu emprestado para tomar um café ou comer alguma coisa. Não era um pedido isolado: os parentes contam que vinham ajudando com quantias pequenas, na faixa de R$ 20 a R$ 25, enviadas pelo pai.
Na quinta-feira (6), ela parou de atender ligações e de responder mensagens. No dia seguinte, o pai tentou novamente e não conseguiu falar com a filha. Desde então, segundo os familiares, não houve nenhuma movimentação nas redes sociais e o telefone segue fora de cobertura.
O último rastro no Centro
Na noite de sexta-feira (7), Larissa foi vista em uma lanchonete próxima ao terminal central de Joinville, lugar que costumava frequentar. Funcionários do estabelecimento repassaram à família que ela comeu um salgado, tomou uma bebida e aparentava não estar bem naquele momento. Amigos relataram que ela chamou um carro por aplicativo e saiu sem informar o destino.
A família também recebeu a informação de que a jovem vinha circulando a pé pelas ruas da região central e não sabe dizer onde ela estava dormindo nos últimos dias. É justamente esse trecho da história que os parentes tentam reconstruir: para onde o carro foi depois que ela deixou o estabelecimento.
Antes do sumiço, os pais insistiam para que ela voltasse a morar perto da família, no Pará. “Minha filha não está dando certo. Acho que eu vou te buscar aí”, teria dito o pai em uma das conversas. Larissa respondia que queria continuar em Joinville.
Irmão veio de Curitiba
Anthony Henrique da Silva Moreira, irmão de Larissa, mora em Curitiba, no Paraná, e viajou até Joinville assim que a família percebeu que o silêncio não era passageiro. Ele tem percorrido a cidade atrás de qualquer pista e, até agora, não obteve sucesso.
Eu estou procurando ela por toda a cidade de Joinville. Se ela precisar de qualquer coisa, eu vou ajudar.
Duas características podem ajudar na identificação, segundo a família: Larissa tem tatuagens nos braços e uma pinta no joelho direito.
Como ajudar nas buscas
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Larissa Valeria da Silva Moreira pode procurar a Polícia Civil, acionar o Disque Denúncia 181 ou falar diretamente com a família pelos telefones:
- (41) 98440-0016
- (91) 98906-2271
- (91) 99194-4043
Registros de desaparecimento em Santa Catarina também podem ser consultados no portal de desaparecidos da Polícia Civil.
Até o momento não há informação confirmada sobre o que aconteceu com a jovem depois do último contato, e a Polícia Civil segue apurando o caso.


































