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Chefe de gabinete do prefeito de Itajaí é condenado por vender álcool em gel falso na pandemia

Em Itajaí, dois aliados do prefeito Robison Coelho seguem no cargo mesmo após condenações: o secretário de Obras por corrupção em licitações e o chefe de gabinete por fraude em álcool em gel durante a pandemia.

Chefe de gabinete do prefeito de Itajaí é condenado por vender álcool em gel falso na pandemia
Foto: Reprodução
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A gestão do prefeito Robison Coelho (PL) em Itajaí enfrenta uma nova turbulência jurídica. Em menos de um ano, dois membros estratégicos do primeiro escalão foram condenados pela Justiça: o secretário de ObrasTarcísio Zanelato, por corrupção em licitações públicas, e agora o chefe de gabineteAndré Sandri, conhecido como Deco, por crime contra a saúde pública durante a pandemia.

Apesar das condenações, ambos continuam ocupando seus cargos normalmente.

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Caso 1: Tarcísio Zanelato – corrupção e fraude em licitação

Em maio de 2025, a Justiça de Santa Catarina condenou o então (e atual) secretário de Obras Tarcísio Zanelato por fraudar duas licitações no município em 2010, durante sua gestão anterior no mesmo cargo. A denúncia apontou que ele combinou previamente o conteúdo dos editais com empresários, de forma a restringir a concorrência e garantir que a empresa Mantomac fosse a vencedora.

O valor dos contratos, segundo a sentença, foi inflado artificialmente e resultou no pagamento de propinas em dinheiro vivo, entregues em encontros informais à margem da BR-101. A investigação revelou que Tarcísio teria solicitado R$ 85 mil em propina, pagos em duas etapas, para viabilizar a venda de equipamentos como rolo compactadorescavadeiras e tratores.

A sentença foi clara ao apontar o prejuízo aos cofres públicos, mas como ainda cabe recurso, Tarcísio permanece no cargo e não houve qualquer manifestação pública da Prefeitura sobre a possibilidade de exoneração ou afastamento.

Caso 2: Deco – álcool em gel fraudado na pandemia

André Sandri é o braço direito do prefeito. Empresário e dono da empresa Wave CleanerDeco foi responsabilizado por vender álcool em gel com teor inferior ao exigido pela Anvisa, durante a pandemia da Covid-19.

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A investigação apurou que possivelmente milhões de frascos foram distribuídos em vários estados do país, mesmo sem eficácia sanitária comprovada. O produto não apenas não atendia à concentração mínima de 70%, como também não trazia informações básicas no rótulo, como a data de validadeLaudos periciais comprovaram as irregularidades.

Justiça aplicou pena de 1 ano e 2 meses de reclusão e 2 anos e 4 meses de detenção, além de multa, com direito de recorrer em liberdade. Um dos crimes prescreveu, mas os principais delitos – como adulteração de produto terapêuticovenda de mercadoria imprópria ao consumo – foram mantidos.

Deco segue no cargo de chefe de gabinete, um dos postos mais estratégicos da gestão municipal, com influência direta na agenda do prefeito e nas decisões do governo.

Apesar das duas condenações, a Prefeitura de Itajaí não se pronunciou oficialmente sobre nenhuma das sentenças. Tanto Tarcísio quanto Deco continuam exercendo funções centrais, sem afastamento, sindicância interna ou medidas administrativas conhecidas.

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