Família pode receber R$ 200 mil após idoso ser morto e enterrado no quintal por inquilinos no Oeste de SC
MPSC denuncia dupla por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desobediência em Pinhalzinho; assassinato de Valdir Bazanela, de 75 anos foi motivado por atrito na cobrança de aluguéis. Fotos: Polícia Civil / Redes Sociais
Por Equipe Jornal Razão·8 ago 2026·4 min de leitura·Atualizado há 10 dias
Foto: Reprodução
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Uma disputa imobiliária por atrasos no aluguelculminou em uma verdadeira tragédia e em umcrime brutal que chocou a região do Oeste catarinense. A Justiça recebeu, nesta sexta-feira (7), a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra dois homens acusados de assassinar brutalmente o idoso Valdir Bazanela, de 75 anos. Com a decisão, os réus serão levados ao Tribunal do Júri para responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desobediência.
O crime ocorreu no dia 20 de julho, na Comarca de Pinhalzinho. A vítima, que mantinha um contrato de locação com os acusados, foi até o imóvel para cobrar os valores devidos. Segundo a 1ª Promotoria de Justiça, o atrito financeiro e as divergências contratuais motivaram o ataque covarde.
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A acusação sustenta que o homicídio foi praticado por motivo fútil, mediante recurso que impossibilitou qualquer chance de defesa do idoso e com o emprego de meio cruel. Laudos periciais apontam que a causa da morte foi asfixia mecânica por estrangulamento.
Corpo enterrado no quinta da casa alugada
Poucas horas após tirarem a vida do idoso, os denunciados cavaram uma cova nos fundos da própria residência alugada e ocultaram o corpo da vítima para tentar encobrir o rastro do crime.
A farsa começou a ruir cinco dias depois, durante diligências da Polícia Civil e Militar. Ao serem abordados pelos agentes públicos, os acusados demonstraram total desrespeito às autoridades: um dos homens empreendeu fuga desesperada ao receber ordem de parada, enquanto o outro resistiu ativamente à prisão, adicionando o crime de desobediência à extensa lista de acusações.
Além da condenação criminal e do envio da dupla ao banco dos réus no Tribunal do Júri, o Promotor de Justiça requer a fixação de um valor mínimo de R$ 200 mil como reparação por danos morais e materiais causados aos familiares do idoso, que enfrentam o luto de uma perda devastadora provocada por tamanha futilidade.