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Serra catarinense pode chegar a 0 °C na quarta e temporais voltam na sexta em SC

Defesa Civil prevê mínimas de 5 °C no Meio-Oeste e nos Planaltos e valores próximos de zero nos pontos altos da Serra, enquanto a chuva volta com força a partir de sexta-feira. O estado ainda tem 18 municípios em situação de emergência.

Serra catarinense pode chegar a 0 °C na quarta e temporais voltam na sexta em SC
Foto: Reprodução
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O frio segue firme em Santa Catarina ao longo de toda esta semana, e a Defesa Civil projeta mínimas de até 5 °C nas áreas mais altas do estado. O auge do resfriamento deve ser a quarta-feira (16), quando os termômetros podem ficar próximos de 0 °C nos pontos mais elevados da Serra catarinense.

As temperaturas baixas são resultado da entrada dos ventos de sul, que empurram uma massa de ar frio para o estado, explica o meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Caio Guerra. Com esse cenário, as máximas ficam abaixo dos 20 °C na maior parte do território catarinense, e as noites e madrugadas têm termômetros próximos ou abaixo dos 10 °C. Na quarta-feira, as mínimas podem chegar a cerca de 5 °C no Meio-Oeste e nos Planaltos.

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Entre segunda-feira (14) e terça-feira (15), o tempo segue nublado, com possibilidade de trovoadas e chuva isolada. A Defesa Civil aponta ainda chance de granizo pequeno, principalmente no Grande Oeste, no Planalto Sul e no Litoral Sul.

O tempo volta a ficar estável entre quarta e quinta-feira (17), com aberturas de sol mais frequentes do que nos primeiros dias da semana. É justamente aí que o frio ganha força.

Na quinta-feira, a persistência dos ventos de sul mexe também com o mar. As ondas podem ficar entre 2 e 2,5 metros em alguns pontos do litoral catarinense, em condição classificada pelo órgão como de baixo risco.

Chuva forte volta na sexta e se espalha no fim de semana

A partir de sexta-feira (18), a chuva volta a ganhar força em Santa Catarina. O primeiro alvo são as áreas do centro ao norte do estado, especialmente perto da divisa com o Paraná, onde há condições para temporais. No fim de semana, a instabilidade deve se intensificar e atingir todas as regiões catarinenses.

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A Defesa Civil segue monitorando as vazões dos rios. No Planalto Norte, na divisa com o Paraná, o Rio Negro está em nível de emergência e com tendência de elevação. A vazão alta dificulta o escoamento dos afluentes, favorece o represamento da água e pode provocar alagamentos nas áreas próximas.

Imagem aérea do Alto Uruguai catarinense.
Imagem aérea do Alto Uruguai catarinense. Foto: Divulgação/Defesa Civil SC

18 municípios decretaram situação de emergência

O novo ciclo de chuva chega logo depois dos temporais que castigaram o estado nos últimos dias. Segundo levantamento da Defesa Civil, 62 municípios catarinenses foram afetados, com 237 pessoas desabrigadas e 239 desalojadas. As ocorrências vão de alagamentos, enxurradas e deslizamentos a queda de granizo, destelhamentos, queda de pontes e interdição de vias.

Ao todo, 18 municípios decretaram situação de emergência, conforme registros no Diário Oficial dos Municípios: Canelinha, Canoinhas, Três Barras, Treze Tílias, Lebon Régis, Guatambú, Águas de Chapecó, Joaçaba, Herval d’Oeste, Vargem Bonita, Irineópolis, Luzerna, Rio Negrinho, Erval Velho, Ibirama, Rio das Antas, Salto Veloso e Catanduvas.

Três deles pediram itens de assistência humanitária ao estado. Em Três Barras foram entregues 1.150 telhas e cumeeiras. Em Irineópolis, mais de 3.400 itens já foram distribuídos, entre água, cestas básicas, telhas, colchões e kits de limpeza e de acomodação. Em Rio Negrinho, a entrega de 11 mil telhas e cumeeiras está em andamento.

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Entrega de itens em Irineópolis.
Entrega de itens em Irineópolis. Foto: Divulgação/Defesa Civil SC

A Defesa Civil também enviou 1.078 cestas básicas às aldeias indígenas de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí. A ação faz parte de um plano de contingência específico para comunidades indígenas, acionado quando o isolamento das aldeias passa de dois dias seguidos.

O órgão recomenda atenção redobrada a quem mora perto de rios com nível em elevação. Em chuva intensa, a orientação é nunca atravessar ruas alagadas, pontes ou pontilhões submersos, a pé ou de carro, porque a força da água arrasta pessoas e veículos e esconde obstáculos. Durante temporais e vento forte, buscar abrigo longe de janelas, árvores, placas e postes.

Para o frio, a orientação é manter-se bem agasalhado e evitar exposição prolongada, com o ambiente sempre ventilado quando houver aquecedor, lareira ou fogão a lenha. Emergências devem ser comunicadas pelo 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo 199, da Defesa Civil. O monitoramento continua nos próximos dias, com foco na intensidade e na distribuição das chuvas e dos temporais.

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