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Estudante some após festa em SC, família recebe pedido de resgate e polícia encontra a jovem em cativeiro a 260 km

A jovem saiu de uma festa em Lages na madrugada de domingo e não voltou para casa. À tarde, a família passou a receber cobranças de dinheiro e ameaças, até a Polícia Civil chegar à casa onde ela estava trancada, no Litoral Sul.

Estudante some após festa em SC, família recebe pedido de resgate e polícia encontra a jovem em cativeiro a 260 km
Foto: Reprodução
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Uma estudante de 21 anos saiu de uma festa em Lages, na Serra catarinense, na madrugada deste domingo (13) e não voltou para casa. Menos de 24 horas depois, policiais civis a retiraram de dentro de uma casa em Balneário Gaivota, no Litoral Sul de Santa Catarina, a cerca de 260 quilômetros de onde ela havia sido vista pela última vez.

A família deu por falta dela ainda pela manhã e comunicou o desaparecimento à polícia. Até aquele momento, o caso era tratado como o sumiço de uma jovem que tinha ido a uma festa de madrugada e não dera mais notícia.

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O quadro virou na tarde de domingo. Os parentes passaram a receber contatos exigindo dinheiro para que a estudante fosse libertada, acompanhados de ameaças contra ela e contra a própria família.

Policiais civis chegam à casa onde a estudante estava trancada, em Balneário Gaivota. Vídeo: Divulgação/PCSC

Com a comunicação do crime, o caso deixou de ser um desaparecimento e passou a ser investigado como extorsão mediante sequestro. A apuração ficou com a Delegacia de Roubos e Antissequestro, a DRAS, ligada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais, a Deic, que coordenou as diligências e executou o resgate. O trabalho para localizar a vítima contou ainda com o apoio de policiais civis de Lages.

As linhas de investigação abertas a partir dos contatos feitos com a família apontaram para um endereço no extremo Sul do estado, uma casa na região de Sombrio, em Balneário Gaivota. A jovem tinha sido levada do planalto serrano para o litoral em questão de horas.

Os policiais chegaram ao imóvel por volta das 23h30 de domingo. A estudante estava trancada e sozinha dentro da casa, sem ninguém a vigiando no momento em que a equipe entrou, e não havia sofrido violência.

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“Ela está em boas condições de saúde, com a integridade física assegurada, e, com isso, agora nós vamos ouvi-la para colher mais informações”

Anselmo Cruz, delegado da DRAS/Deic

A ausência de lesões e o fato de a vítima estar sozinha no cativeiro são dois dos pontos que a investigação precisa explicar. Quem levou a jovem de Lages até o litoral, quantas pessoas participaram, se ela conhecia alguém do grupo e por que a casa estava vazia na hora do resgate são perguntas ainda em aberto.

A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer todas as circunstâncias e identificar os envolvidos. Até a publicação desta reportagem, nenhuma prisão havia sido informada, e o depoimento da vítima é o próximo passo da apuração.

A extorsão mediante sequestro é um dos crimes mais duros do Código Penal justamente por juntar privação de liberdade e cobrança de dinheiro. A pena varia de oito a 50 anos de prisão, conforme o tempo de cativeiro e as consequências para a vítima.

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O caso chama atenção pela geografia. Lages fica no planalto serrano, e Balneário Gaivota, no extremo Sul catarinense, quase na divisa com o Rio Grande do Sul. São duas pontas opostas de Santa Catarina, separadas por horas de estrada, distância que costuma atrapalhar o rastreamento e que, aqui, foi vencida no mesmo dia do desaparecimento.

Em casos de exigência de resgate, a orientação da Polícia Civil é comunicar a polícia imediatamente e não negociar por conta própria com quem faz a cobrança. Foi o que a família fez neste domingo, e a denúncia é o que colocou a DRAS na pista da casa do Litoral Sul.

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