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em Saúde

Parto de mais de 30 horas termina em morte de bebê em maternidade de SC: ‘negaram cesárea’

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 20/04/2026 20h03 | Atualizado há 21 dias
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Segundo o relato da família, o trabalho de parto durou mais de 30 horas no Hospital Regional de Biguaçu Helmut Nass e terminou em cesárea, após período de indução. A recém-nascida não resistiu. O hospital informou que o caso foi encaminhado à comissão de revisão de óbitos.

Uma recém-nascida não resistiu após o parto no Hospital Regional de Biguaçu Helmut Nass. Segundo o relato do casal Victor Hugo de Oliveira e Maria Paula Faion Soares, o trabalho de parto durou mais de 30 horas e terminou em cesárea, depois de período de indução.

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Conforme a mãe, a chegada ao hospital aconteceu no dia 29, por volta das 21h. Já no primeiro atendimento foi realizado exame de toque e iniciado o acompanhamento. Na manhã seguinte, outra médica assumiu o plantão e indicou a indução do parto. Ao longo das horas seguintes, o casal relata ter solicitado a realização de cesárea à equipe médica. “Olha, eu não aguento mais de dor, eu preciso da cesárea”, afirma a mãe ter dito durante o atendimento.


Ainda segundo o relato, a bolsa da gestante estava rompida havia cerca de 24 horas quando o casal voltou a conversar com a equipe sobre o procedimento cirúrgico. A cesárea foi realizada depois que a equipe identificou alteração nos batimentos cardíacos do bebê, conforme a família.


A recém-nascida nasceu com vida, com cerca de 60 batimentos por minuto, e não resistiu após aproximadamente 15 minutos de tentativas de reanimação. Conforme a certidão de óbito citada pela família, a causa da morte foi parada cardiorrespiratória com ingestão de mecônio e parto prolongado.


Em nota, o Hospital Regional de Biguaçu Helmut Nass informou que o caso foi encaminhado à comissão de revisão de óbitos e que ainda não há conclusão sobre o ocorrido. A unidade afirma seguir todos os protocolos médicos, com acompanhamento e monitoramento durante o parto, e que não pode antecipar julgamentos enquanto a apuração está em andamento. A família afirma que pretende buscar responsabilização na Justiça. “A gente quer justiça pra que outras mães não passem por isso”, declarou Maria Paula.

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