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“Fita dada?”: engenheiro é rendido na porta da obra e entrega R$ 50 mil sob mira de arma em Porto Belo

Vítima disse à Polícia Militar acreditar que os assaltantes já sabiam do dinheiro no carro; abordagem aconteceu na Avenida Luiz Voltolini, no Balneário Perequê, em plena via pública.

“Fita dada?”: engenheiro é rendido na porta da obra e entrega R$ 50 mil sob mira de arma em Porto Belo
Foto: Reprodução
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Dois criminosos em uma motocicleta cercaram o engenheiro responsável pela obra do empreendimento Brickell Business assim que ele chegou de carro à Avenida Luiz Voltolini, no Balneário Perequê, em Porto Belo, e levaram cerca de R$ 50 mil em espécie na tarde desta sexta-feira (4). A abordagem aconteceu em plena via pública e à luz do dia, na entrada do canteiro de obras.

O dinheiro não estava ali por acaso. O empreiteiro contou aos policiais que faria naquele mesmo dia o pagamento de despesas da obra e, por isso, transportava o valor dentro do veículo. Era o único dia em que aquela quantia estaria com ele no local.

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Os dois apareceram numa motocicleta preta que a vítima descreveu como uma Yamaha Fazer, sem conseguir confirmar o modelo com certeza. Ambos vestiam roupas pretas. O condutor usava capacete branco e permaneceu na moto. O carona, de capacete preto e balaclava cobrindo o rosto, desceu e partiu direto para cima do engenheiro.

Armado, o assaltante anunciou o roubo e exigiu uma coisa específica: o malote. Não pediu o carro, não vasculhou o veículo, não fez exigência genérica. Foi direto ao ponto onde estava o dinheiro.

Sob a mira da arma, a vítima entregou os aproximadamente R$ 50 mil, uma pasta pertencente à empreiteira, a chave do próprio apartamento e documentos pessoais. A dupla voltou para a motocicleta e fugiu em seguida.

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É esse detalhe, o pedido pelo malote, que sustenta a principal suspeita do caso. O engenheiro afirmou à Polícia Militar acreditar que os autores tinham conhecimento prévio de que ele estaria com o dinheiro naquele momento. No jargão policial, é o que se chama de “fita dada”: alguém que sabia da rotina, do valor e do dia do pagamento passou a informação para quem executou o roubo.

A hipótese não é remota em obras desse porte. O pagamento de diárias, fornecedores e serviços na construção civil ainda é feito em espécie com frequência, e o dia do acerto costuma ser conhecido por um círculo grande de pessoas, entre funcionários, prestadores e terceiros que circulam pelo canteiro. Quem sabe o dia do pagamento sabe também quando o dinheiro sai do banco e chega à obra.

A guarnição da Polícia Militar que atendeu a ocorrência localizou câmeras de videomonitoramento nas proximidades que podem ter registrado tanto a abordagem quanto a rota de fuga da dupla. As imagens foram recolhidas e anexadas ao caso para análise posterior, e são hoje a principal peça material disponível para identificar os autores e rastrear a motocicleta.

Depois de tomar ciência dos fatos, os policiais fizeram buscas e rondas pelo entorno atrás dos dois homens e da moto usada no crime. Ninguém foi localizado até o encerramento do atendimento.

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Moradores relatam ter notado um aumento nos crimes no bairro nos últimos tempos e cobram mais policiamento das forças de segurança locais.

O roubo foi registrado como consumado e a apuração segue em andamento. As imagens e as demais informações colhidas no local ficaram à disposição da investigação, que agora precisa responder a duas perguntas: quem são os dois criminosos e quem contou a eles que havia R$ 50 mil dentro daquele carro.

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