Tijucas se aproxima de duas entregas há muito cobradas na saúde pública. A obra dos dez novos leitos de UTI do hospital do município está perto de ser concluída e a reabertura da maternidade, fechada há quase nove anos, deu o passo mais concreto até agora: o pedido foi protocolado junto ao governo do Estado, com projeto entregue e previsão de funcionamento para 2027.
O anúncio foi feito pelo prefeito de Tijucas, Maickon Sgrott, que afirma ter recebido a confirmação do IGAPS, instituto responsável pela administração do hospital da cidade. Segundo ele, o protocolo formaliza a solicitação de reabertura da maternidade, que ainda depende de aprovação estadual. A retomada do serviço é uma cobrança antiga da gestão municipal ao instituto, já que a administração da unidade não é da Prefeitura, embora o município auxilie o hospital.
O peso simbólico da pauta é grande: desde o fechamento da maternidade, há quase nove anos, nenhum tijucano nasce na própria cidade. “É um sonho não do prefeito, é um sonho da comunidade”, afirmou o chefe do Executivo, que classificou como inadmissível a cidade seguir sem o serviço depois de tanto tempo.
Enquanto a maternidade avança no papel, a UTI avança no canteiro. Quem passa ao lado do hospital já vê os tapumes da obra, que está em pleno andamento e foi visitada mais de uma vez pela administração municipal. Os dez leitos de UTI são viabilizados por uma emenda do deputado federal Zé Trovão, e há ainda uma emenda do deputado federal Daniel Freitas destinada à reforma da unidade de pronto atendimento.

O governo do Estado também entrou na conta. Segundo o prefeito, o governador Jorginho Mello já sinalizou apoio com a compra dos equipamentos das UTIs, investimento estimado em torno de R$ 3 milhões. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, foi citado como interlocutor direto nas tratativas, ao lado das emendas e repasses federais que ajudam a dar celeridade ao processo.
A estrutura não deve atender só Tijucas. Na lógica de rede da saúde, os novos leitos vão servir ao Vale do Rio Tijucas, à Grande Florianópolis e até à região da Amfri, no Litoral Centro-Norte. Quanto mais leitos disponíveis na rede, maior a chance de o paciente encontrar vaga quando precisa.
Para o prefeito, o crescimento da cidade torna a demanda inadiável. Tijucas já é um município de médio porte em plena expansão, e ele considera um contrassenso o hospital seguir sem UTI e sem maternidade. “Quando a Tijucas era pequena, tinha. E agora nós vamos ter que ter de novo”, resumiu.
Por ora, a obra dos leitos de UTI segue em execução, com entrega prevista para breve, e a reabertura da maternidade aguarda a aprovação do Estado, com 2027 no horizonte. O IGAPS, segundo a Prefeitura, está comprometido com o cronograma.















