No Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Porto Belo, uma iniciativa simples tem ajudado a transformar o ambiente de atendimento em um espaço ainda mais acolhedor. Gatos passaram a fazer parte da rotina da unidade e vêm contribuindo diretamente nos processos terapêuticos dos usuários.
Integrados ao dia a dia do espaço, os felinos vão além da companhia. A presença dos animais tem ajudado a fortalecer vínculos, humanizar o atendimento e auxiliar no avanço do tratamento de pessoas que enfrentam desafios relacionados à saúde mental.
De acordo com a instituição, o contato com os gatos traz benefícios importantes para os pacientes. A interação com os animais ajuda a reduzir ansiedade, estresse e agitação.

Outro benefício observado pela equipe do CAPS é a regulação emocional dos pacientes. O contato com os animais funciona como um apoio em momentos de crise e ajuda a estabilizar o humor. O cuidado com os gatos também estimula autonomia, empatia e senso de responsabilidade, aspectos fundamentais no processo de reabilitação psicossocial e reinserção social.

A ideia de integrar os felinos ao ambiente terapêutico foi inspirada na psiquiatra brasileira Nise da Silveira, referência mundial no tratamento humanizado de pessoas com transtornos mentais. Ela utilizava gatos como “co terapeutas” para estimular a afetividade e o vínculo emocional dos pacientes, defendendo que os animais tinham um papel importante no processo de cuidado.

Além dos benefícios para os pacientes, a presença dos animais também tem impacto positivo na rotina dos profissionais da unidade. Segundo a Secretaria de Saúde, a interação com os gatos contribui para reduzir a carga emocional do trabalho e torna o ambiente mais leve e acolhedor para todos que frequentam o espaço.


