“A casa caiu X9”: Homem divulga blitz da PM em grupo de WhatsApp e vai parar na delegacia em SC
Um homem de 54 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (3), em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, depois de espalhar áudios e uma foto em um grupo de WhatsApp alertando sobre uma operação da Polícia Militar que acontecia na cidade. De acordo com a PM, o suspeito expôs detalhes da blitz em tempo … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·3 jun 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Um homem de 54 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (3), em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, depois de espalhar áudios e uma foto em um grupo de WhatsApp alertando sobre uma operação da Polícia Militar que acontecia na cidade.
De acordo com a PM, o suspeito expôs detalhes da blitz em tempo real, atrapalhando diretamente o trabalho da guarnição. O caso é tratado como um suposto atentado contra serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão.
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As mensagens foram publicadas no grupo chamado “Rolê de boa na city”. Em tom de deboche, o homem descreve a localização exata da fiscalização e ainda ironiza os policiais militares.
“Os pastor pararam próximo à antiga Luana, faz uns 10 minutinhos (…) Se cuidem, tão pegando dos dois lados”, diz um dos áudios.
Em outra gravação, ele reforça o alerta aos participantes do grupo: “É bem em frente à Luana. É aqui que eles tão pegando, um pouquinho pra baixo.”
A Polícia Militar foi informada sobre as mensagens e localizou o autor pouco tempo depois, nas proximidades da blitz. Segundo os policiais, ele não resistiu e mostrou espontaneamente o conteúdo que havia divulgado no grupo.
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Após ser detido, ele passou por exame de corpo de delito e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Xanxerê, onde permanece à disposição da Justiça.
Em nota, a corporação afirmou que a divulgação da blitz poderia ter facilitado a fuga de pessoas envolvidas em crimes, como porte ilegal de armas ou transporte de drogas.
“Mesmo com o arrependimento demonstrado, a interferência direta nas ações de segurança pública caracteriza crime. A operação visava justamente coibir delitos e garantir a ordem”, disse a PM.