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Família faz revelação chocante após violento acidente que matou homem no Dia dos Pais em SC

O domingo de Dia dos Pais terminou em luto em Luiz Alves. Por volta das 9h45, no km 17,4 da SC-414, bairro Rio do Peixe, um Fiat Mobi e um Fiat Pulse colidiram de frente. O motorista do Mobi, Adenilso Ferreira, 57 anos, não resistiu aos ferimentos. A condutora do Pulse, Joyce Nastassia Silvestre, 28 … Ler mais

Família faz revelação chocante após violento acidente que matou homem no Dia dos Pais em SC
Foto: Reprodução
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O domingo de Dia dos Pais terminou em luto em Luiz Alves. Por volta das 9h45, no km 17,4 da SC-414, bairro Rio do Peixe, um Fiat Mobi e um Fiat Pulse colidiram de frente. O motorista do Mobi, Adenilso Ferreira, 57 anos, não resistiu aos ferimentos. A condutora do Pulse, Joyce Nastassia Silvestre, 28 anos, foi levada ao hospital.

Conforme o boletim da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a dinâmica observada no local indica que o Mobi de Adenilso teria invadido a pista contrária e atingido o Pulse, que seguia no sentido oposto. O trecho é de pista simples, perímetro rural, com sinalização horizontal e vertical visíveis, limite de 60 km por hora e chuva no momento do sinistro. Não foram registradas testemunhas formais no local, mas há vídeo de câmera residencial que captou o impacto e foi entregue aos policiais. A PMRv sinalizou a via, confeccionou os boletins e adotou os procedimentos operacionais até a liberação dos veículos.

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Adenilso sofreu politraumatismo e hemorragia interna. Ele foi retirado do carro pelos bombeiros e chegou a ser encaminhado ao Hospital de Luiz Alves, onde o óbito foi confirmado por médicos. A motorista do Pulse foi atendida no mesmo hospital. O documento da PMRv registra lesões corporais leves para a condutora e informa que o depoimento não pôde ser colhido de imediato porque ela seguia em atendimento.

A família de Adenilso contesta o entendimento preliminar do boletim. Em áudios e conversas com a reportagem, os parentes afirmam que o vídeo que circula nas redes não mostra frenagem do Mobi, mas o som do pneu da outra condutora “cantando” na curva. Eles sustentam que ela teria perdido o controle em alta velocidade, invadido a pista e atingido o Mobi no lado do carona, acionando os dois airbags. Os familiares dizem estar reunindo imagens de outras câmeras da vizinhança para reforçar a versão, inclusive com relatos de pessoas que teriam visto o outro carro passar “rápido” antes do ponto da colisão.

Segundo os parentes, Adenilso dirigia devagar porque carregava um bolo no banco do passageiro, a caminho de um encontro de família pelo Dia dos Pais. Eles pedem que não se atribua culpa a ele antes do laudo pericial. A família também relata demora entre a remoção do corpo e os trâmites para liberação do velório, mencionando desencontros entre órgãos responsáveis.

Sobre a condutora, os familiares afirmam que ela é médica no Hospital de Luiz Alves e que o plantão começaria às 7 da manhã. Como a batida ocorreu depois das 9 horas, eles concluem que ela estaria atrasada e, por isso, teria imprimido velocidade acima do razoável. Ainda conforme a família, a médica permaneceu no hospital “abalada”, queixando-se de dor pelo cinto e no abdômen, sem ferimentos graves aparentes. Eles relatam que não houve contato direto entre as partes no hospital e que a identidade dela não foi informada oficialmente pela instituição no momento do atendimento, embora conste no boletim da PMRv.

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O que já está apurado até agora

As informações oficiais disponíveis são as do registro da Polícia Militar Rodoviária e do atendimento do Corpo de Bombeiros. Nelas constam o tipo de sinistro, o horário, o local exato, as condições da via e do clima, a inexistência de testemunhas formais, a existência de vídeo de residência, as vítimas envolvidas e o estado clínico inicialmente relatado. A PMRv não apontou fator de risco específico além da chuva e não descreveu excesso de velocidade no texto do boletim.

A versão paralela apresentada pela família inclui elementos que ainda dependem de confirmação técnica, como suposta velocidade elevada do Pulse antes da curva, invasão de pista pela condutora e trajetória final do Mobi imediatamente antes do choque. Os parentes afirmam que coletarão novas imagens e aguardam o laudo pericial da Polícia Civil para elucidar a dinâmica.

Pontos de atenção para a perícia

O laudo deverá responder a questões objetivas, como a posição final dos veículos, marcas de frenagem ou derrapagem, ângulo de impacto, velocidade estimada de cada carro e trajetória percorrida segundos antes da colisão. A análise de módulos eletrônicos dos veículos, quando disponível, pode oferecer dados de velocidade e acionamento de airbags. O cruzamento do vídeo residencial com câmeras do entorno também será determinante para definir se houve invasão de pista por um dos condutores e em que momento.

O que dizem as partes:

Polícia Militar Rodoviária

Relata colisão frontal com indício de invasão de pista pelo Mobi, chuva, pista simples, velocidade regulamentar de 60 km por hora, vídeo de morador e ausência de testemunhas formais. Registra lesões leves para a condutora do Pulse no atendimento inicial.

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Família da vítima

Sustenta que a médica invadiu a pista ao perder o controle na curva em alta velocidade, que Adenilso trafegava devagar, que havia um bolo no carro porque ele iria celebrar o Dia dos Pais e que o som do vídeo não é frenagem do Mobi, mas pneu cantando do outro veículo. Critica publicações que antecipam culpa e reclama da demora para liberação do corpo.

Próximos passos

A Polícia Civil deve concluir a perícia e emitir o laudo que definirá a dinâmica da colisão. A família informou que já constituiu advogado, busca acesso ao documento e pretende entregar novas imagens para análise. Até a divulgação do laudo, não há conclusão oficial sobre a causa do acidente.

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