Ataque de pitbull em cidade de SC provoca polêmica: “culpa é de quem?”
A cena é chocante: um pitbull rompe o portão de uma residência, foge para a rua e, em questão de segundos, ataca violentamente outro cachorro. O caso aconteceu no bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul, e foi registrado por câmeras de segurança. O vídeo, divulgado pelo repórter William Fritzke, parceiro do Jornal Razão, circulou … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·10 abr 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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A cena é chocante: um pitbull rompe o portão de uma residência, foge para a rua e, em questão de segundos, ataca violentamente outro cachorro. O caso aconteceu no bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul, e foi registrado por câmeras de segurança. O vídeo, divulgado pelo repórter William Fritzke, parceiro do Jornal Razão, circulou rapidamente nas redes sociais e acendeu um debate acalorado — não apenas sobre a raça, mas sobre a responsabilidade de quem cuida.
Segundo vizinhos, o pitbull já era motivo de preocupação na rua. “Temos medo. Tem criança que brinca na calçada, e se fosse uma delas?”, desabafou uma moradora que prefere não se identificar.
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O cachorro atacado sobreviveu, mas o estado de saúde dele ainda não foi confirmado oficialmente. Enquanto isso, cresce a pressão por medidas contra os donos do animal.
“Não é a raça, é a criação”
Nas redes sociais, as opiniões se dividiram. Muitos internautas defenderam a raça pitbull, alegando que o problema é a forma como os animais são criados. “Pitbull não é raça brava, é raça forte. O que acarreta esse comportamento é a criação aplicada sobre ele”, escreveu um usuário. Outra comentou: “Se fosse um cachorro salsicha ninguém estaria comentando. Mas como é um pitbull, vira manchete.”
Já outros apontaram a omissão dos tutores como fator principal. “A culpa é do dono que não tem um portão decente. Quem tem cão forte precisa ter responsabilidade dobrada”, criticou uma seguidora.
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Legislação existe, mas é pouco fiscalizada
Apesar de casos como este, poucos lembram que Santa Catarina possui uma lei específica desde 2007 que proíbe a comercialização e circulação irrestrita de cães da raça pitbull e derivados. A Lei Estadual nº 14.204/2007 exige, por exemplo, o uso obrigatório de focinheira e guia, além da castração a partir dos seis meses de idade. O problema é a aplicação. Segundo especialistas, apesar da legislação, o controle é frágil e as fiscalizações são raras.
Enquanto a resposta segue dividindo opiniões, os moradores de Jaraguá do Sul só pedem uma coisa: segurança.