Fraturas no crânio, costelas quebradas, convulsões e sinais de agressões antigas. Foi assim que uma bebê de apenas dois meses chegou ao hospital em Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina. O principal suspeito é o padrasto, preso em flagrante e já atrás das grades.
Entrada no hospital e versão que não convenceu
A tragédia veio à tona na noite de quarta-feira (20), quando a bebê deu entrada no Hospital Maicé, levada às pressas pelo próprio padrasto, que afirmou que a menina havia desmaiado e parado de respirar. Os exames mostraram outra história.
Fraturas no crânio e sinais de tortura
A equipe médica encontrou um cenário de horror: traumatismo craniano, sangramento no cérebro, costelas quebradas, olhos sem reação à luz e hematomas por todo o corpo. A bebê estava abaixo do peso, com sinais de desnutrição e má higiene. Segundo os registros, nasceu com 2,6 kg e, dois meses depois, pesava apenas 2,8 kg. “Estava entregue à própria sorte”, disse uma fonte ligada ao atendimento.
Devido à gravidade, a bebê foi intubada e transferida para o Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba, onde segue na UTI pediátrica, em estado gravíssimo. O caso foi comunicado à Polícia Militar e ao Conselho Tutelar.
Irmã também ferida e casa insalubre
Durante as diligências, Conselho Tutelar e Polícia foram à residência da família e encontraram a irmã mais velha, de 1 ano e 3 meses, dormindo sozinha em uma cama suja e rasgada, com mofo no entorno. A casa estava insalubre, com comida jogada, roupas sujas e sem a presença de adultos.
A criança apresentava machucados visíveis no rosto. Registros apontam que ela já havia sido hospitalizada anteriormente com fratura no fêmur, indicando recorrência de violência.
Remédio proibido e omissão da mãe
Em depoimento, o padrasto disse ter dado dipirona para a bebê, sem saber se era permitido. Depois, teria sido avisado pela companheira que a criança era alérgica. Mesmo assim, não procurou socorro imediato. A mãe afirmou que não estava em casa e que confiava os cuidados ao companheiro. Segundo o Conselho Tutelar, ela só soube da gravidade quando a bebê já estava no hospital.
Prisão e investigação por tentativa de homicídio
Diante das evidências, a Polícia Civil autuou o padrasto em flagrante por tentativa de homicídio qualificado, lesão corporal e maus-tratos. A prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte e ele segue preso no sistema prisional de Santa Catarina. A mãe é investigada por omissão e negligência. A irmã mais velha foi acolhida pela rede de proteção.
O caso está sob responsabilidade da DPCAMI de Caçador. Laudos médicos e perícias vão detalhar a extensão dos ferimentos e o possível histórico de agressões.
Terceiro caso grave em uma semana em Santa Catarina
Este é o terceiro caso de violência brutal contra crianças em menos de sete dias em Santa Catarina:
- Joaçaba bebê de 8 meses morreu com sinais de espancamento e fraturas antigas.
- Florianópolis menino de 4 anos morreu após chegar desacordado ao hospital com lesões no corpo.
Nos dois casos, padrastos foram presos.
Revolta e comoção
A história da bebê espancada em Caçador causa revolta e comoção. Os detalhes da violência, o histórico de agressões, o abandono e a frieza nos depoimentos levantam uma pergunta urgente quantas crianças ainda precisam gritar em silêncio até serem salvas.
TERCEIRO CASO SEMELHANTES EM MENOS DE UMA SEMANA:


































