Colombiano sequestrado em Camboriú pode ter sido queimado vivo no porta-malas de carro
Moradores haviam alertado sobre a presença de pessoas suspeitas em frente ao prédio. Uma mulher chegou a pedir autorização para visitar Juan, morador do local.
Por Equipe Jornal Razão·31 jan 2026·5 min de leitura·Atualizado há 6 meses
Foto: Reprodução
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Um crime brutal e meticulosamente planejado chocou os moradores de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na madrugada deste sábado (31). Um colombiano foi sequestrado em um condomínio no bairro Cedros e, horas depois, um corpo carbonizado foi encontrado no porta-malas de um carro incendiado na área rural do município. A Polícia Civil investiga se a vítima foi queimada viva.
A história começou pouco depois da meia-noite, quando a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de ameaça e sequestro no Residencial Vivendas do Comendador. Moradores haviam alertado sobre a presença de pessoas suspeitas em frente ao prédio. Uma mulher chegou a pedir autorização para visitar Juan Carlos Loaiza Morales, morador do local. O acesso foi liberado.
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Minutos depois, três homens continuavam nas proximidades do edifício e pareciam aguardar a saída da vítima. Assim que Juan Carlos chegou à garagem, foi surpreendido pelos criminosos, ameaçado com uma faca e obrigado a entrar em um Fiat Siena vermelho. O carro fugiu em alta velocidade.
A PM fez buscas no apartamento da vítima, que estava com a porta aberta, e constatou que os pertences estavam no local. As câmeras do condomínio registraram toda a ação. Apesar das rondas, o veículo e os criminosos não foram localizados naquele momento.
Poucas horas depois, por volta das 3h, uma nova chamada mobilizou novamente a polícia e os bombeiros. Um carro em chamas foi encontrado na Estrada Geral dos Macacos, área rural de Camboriú. Um homem que passava pelo local viu o veículo pegando fogo e acionou o socorro. Após o controle do incêndio, um corpo completamente carbonizado foi encontrado no porta-malas.
O veículo, um Fiat Siena vermelho, placas MFF-1776, era do mesmo modelo utilizado no sequestro. A principal linha de investigação é de que o corpo seja de Juan Carlos Loaiza Morales, mas a identificação oficial ainda depende de exames da Polícia Científica.
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O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha com a hipótese de crime premeditado. A perícia foi realizada no local, e a polícia apura se a vítima ainda estava viva no momento em que o carro foi incendiado. Nenhum suspeito foi preso até o momento.