O relógio da câmera de segurança marca 12h04 quando o caminhão com o contêiner laranja desce a curva da SC-108, na região da Vila Itoupava, em Blumenau. Nos segundos seguintes, a carga tomba para o lado ainda em movimento e cruza para a pista contrária, onde vinha uma carreta em sentido oposto.
O motorista da carreta chegou a frear, mas não houve tempo. O contêiner o atingiu em cheio. As imagens mostram que o impacto não partiu da cabine do caminhão, e sim da carga deslocada. O mesmo movimento derrubou o próprio caminhão.
Quando a nuvem de poeira baixa, a cena é de destruição. O caminhão aparece tombado de lado, o contêiner fica caído e atravessado sobre o asfalto e a carreta tem a frente arrancada. Um carro que vinha logo atrás da carreta escapa do choque por poucos metros.
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Apesar da violência da batida, ninguém morreu. Os ferimentos foram leves, segundo o registro divulgado junto com as imagens.
O Corpo de Bombeiros Militar registrou a ocorrência por volta das 12h11, cerca de sete minutos depois do horário marcado na câmera. Quando as guarnições chegaram, as duas vítimas já estavam fora dos veículos. Um homem se queixava de dor na região do tórax. Quatro viaturas foram empenhadas no atendimento, e a SC-108 ficou interditada. Leia aqui a primeira reportagem sobre o acidente.
O que ainda não está confirmado
O motivo do tombamento da carga não foi esclarecido. Nas redes sociais, quem assistiu ao vídeo levantou a hipótese de que o contêiner estaria solto sobre o chassi e teria virado numa frenagem. Outros comentários atribuem o acidente à velocidade na descida.
Nenhuma dessas versões foi confirmada. As circunstâncias não foram detalhadas por nenhum órgão até a publicação desta reportagem, e a apuração das causas cabe à Polícia Militar Rodoviária.
Entenda o caso
O acidente aconteceu na altura do trevo de acesso a Luiz Alves e obrigou o bloqueio da SC-108, principal ligação entre Blumenau e os municípios de Luiz Alves, Massaranduba e Jaraguá do Sul. O trecho da Serra da Vila Itoupava é apontado há anos como um dos pontos de maior risco da rodovia, que já figurou entre as mais letais da malha estadual catarinense.















