“Ele não morreu em vão!”: filha chora por justiça após assassino de seu pai ser solto em SC
O suspeito do homicídio se apresentou à delegacia após o crime, mas foi liberado em seguida
Por Equipe Jornal Razão·30 jun 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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A filha de Sandro Botelho, de 53 anos, usou as redes sociais para se manifestar publicamente após o assassinato do pai, morto a facadas na noite do último sábado (28) em Tubarão, no Sul de Santa Catarina. O desabafo emocionado viralizou e reacendeu a indignação da família diante da liberação do principal suspeito, que se apresentou à polícia acompanhado de advogado, mas foi liberado.
No vídeo publicado nas redes, a jovem segura a camisa ensanguentada usada por Sandro no momento do crime. Visivelmente abalada, ela aponta os furos provocados pelas facadas e questiona a impunidade:
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“Tá aqui ó, a roupa toda ensanguentada. Olha como ele deixou a roupa do meu pai. Olha como é que tá. Acha justo isso? Uma pessoa tá solta… Aqui, ó, a marca da facada. Como que o Brasil aceita uma coisa dessas? Que injustiça, gente, que injustiça”, disse.
O crime ocorreu por volta das 23h no bairro Santo Antônio de Pádua. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito teria chegado alterado ao local, sob efeito de álcool e entorpecentes. Após uma discussão com a companheira, ele teria se armado com duas facas e começado a ameaçá-la.
Sandro, que morava nos fundos do terreno, foi chamado pela ex-esposa para tentar conter a agressão. Durante a tentativa de defesa, ele acabou golpeado várias vezes com uma das facas. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas Sandro não resistiu. A Polícia Científica confirmou perfurações no tórax, axila e braço esquerdo.
O suspeito do homicídio se apresentou à delegacia após o crime, mas foi liberado em seguida. A medida revoltou familiares e pessoas próximas à vítima, que cobram justiça e maior rigor nas investigações.
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Familiares de Sandro afirmaram que ele era conhecido por sempre ajudar os outros e lamentaram o desfecho trágico da tentativa de proteger uma mulher da violência.
A Polícia Civil de Santa Catarina segue apurando o caso. A Delegacia de Homicídios deve ouvir testemunhas e aguardar laudos para avançar nas próximas etapas do inquérito.