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“Emoção muito grande”: UPA vira Centro Obstétrico de emergência e equipe traz bebê de 3 kg ao mundo em Itajaí

Sem tempo para transferência até a maternidade, médicos e enfermeiros mobilizam força-tarefa, superam desafio fora do habitual e garantem a chegada saudável do mais novo itajaiense. Fotos: Prefeitura de Itajaí

“Emoção muito grande”: UPA vira Centro Obstétrico de emergência e equipe traz bebê de 3 kg ao mundo em Itajaí
Foto: Reprodução
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A rotina de uma Unidade de Pronto Atendimento costuma ser pontuada pelo som estridente de sirenes, o ritmo acelerado de socorros a acidentes e o fluxo ininterrupto de dores cotidianas. Mas o último sábado (1º) guardava um capítulo diferente para os profissionais da UPA do bairro Cordeiros, em Itajaí. Quando as portas se abriram para uma gestante em trabalho de parto extremamente avançado, o tempo pareceu desacelerar e acelerar ao mesmo tempo.

Ao avaliar a paciente, a equipe percebeu imediatamente que não haveria tempo hábil para a transferência até a maternidade mais próxima. O nascimento era iminente. Ali, onde o habitual é estabilizar crises, foi preciso improvisar o milagre da vida. Em questão de minutos, a sala de atendimento foi transformada em um verdadeiro leito de acolhimento e proteção.

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Conduzido pelo médico Alexandre Pereira, o atendimento rapidamente mobilizou a enfermeira Taciana Scheidt e a equipe de técnicos de enfermagem. Trabalhando de forma sincronizada, cada profissional assumiu o seu papel para contornar a falta de um centro obstétrico e garantir a segurança máxima da mãe e do recém-nascido durante o procedimento de alta complexidade.

O clima era de tensão, mas, acima de tudo, de profunda empatia. A mãe, assustada por se ver longe da estrutura ideal para dar à luz, encontrou nos olhares e no toque da equipe o afeto necessário para vencer o medo.

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“O desafio principal foi de estarmos fazendo um trabalho que não é o nosso habitual, não é o trabalho de uma UPA fazer um parto emergencial. A gestante estava bastante nervosa por estar num ambiente que não era o centro obstétrico, mas no fim deu tudo certo”, relata o médico Alexandre Pereira.

Nascimento do bebê na UPA

Com técnica impecável e humanização à flor da pele, a força-tarefa deu o resultado mais esperado. O choro forte do bebê rompeu o silêncio tenso da sala, trazendo a certeza de que a vida havia triunfado. O mais novo itajaiense veio ao mundo transbordando saúde, pesando mais de 3 quilos.

“É extremamente emocionante, não é uma coisa que a gente vê todo dia na UPA de Cordeiros. Não é uma maternidade, então a gente teve a felicidade de ter uma equipe muito preparada e realmente foi uma emoção muito grande para todos”, celebrou Dr. Alexandre.

Lágrimas de dever cumprido

Após os primeiros cuidados essenciais prestados ainda na UPA, mãe e filho foram estabilizados com sucesso e encaminhados em segurança ao Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, onde deram sequência ao acompanhamento especializado.

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Nas paredes da UPA Cordeiros, contudo, ficou o eco de um momento inesquecível. Entre luvas, aparelhos e o cansaço do plantão, a equipe de enfermagem e medicina viveu um daqueles instantes raros que dão novo sentido à vocação de cuidar.

“Eu acredito que não teve ninguém que estava dentro daquela sala que não tenha chorado no final do processo”, concluiu o médico, resumindo o sentimento de uma equipe que vestiu a farda do profissionalismo para entregar o abraço mais humano de todos: o da vida nascendo.

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