EXCLUSIVO: Pai e filhos mataram idosas de 71 e 72 anos em SC por motivo inacreditável
De acordo com o delegado regional Adriano Almeida, responsável pelo caso, o motivo do crime foi uma discussão banal sobre a instalação de um poste de energia em frente à propriedade das vítimas
Por Equipe Jornal Razão·1 jul 2025·5 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil de Santa Catarina esclareceu os detalhes do assassinato de duas irmãs idosas ocorrido na última sexta-feira (27), em Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense.
De acordo com o delegado regional Adriano Almeida, responsável pelo caso, o motivo do crime foi uma discussão banal sobre a instalação de um poste de energia em frente à propriedade das vítimas, Vera Beatriz Lopes, de 72 anos, e Vilma Albertina Andrade Lopes, de 71.
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Segundo a investigação, técnicos terceirizados da Celesc realizavam a instalação do equipamento quando as irmãs, moradoras do terreno, solicitaram que o serviço fosse interrompido. Testemunhas relataram que houve um desentendimento inicial, que parecia resolvido com a mediação de um funcionário da empresa.
Contudo, pouco tempo depois, um carro com três homens chegou ao local. Conforme apurado com exclusividade pela reportagem do Jornal Razão, os autores seriam o vizinho das vítimas, Luiz Augusto Becker, de 73 anos, acompanhado dos filhos Augusto Carlos Manosso Becker, de 37, e Luiz Fabrício Manosso Becker, de 30.
Durante nova discussão, os três teriam sacado armas de fogo e atirado contra Vera e Vilma. Os disparos atingiram as vítimas principalmente na cabeça, causando morte instantânea.
Um trabalhador da Celesc também foi atingido na perna. Outra mulher, locatária de um imóvel pertencente às vítimas, foi alvo de tentativa de homicídio, mas conseguiu se esconder com duas crianças dentro da casa e não se feriu.
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O trio fugiu após o ataque e permaneceu foragido por três dias. Na tarde desta segunda-feira (30), os suspeitos se apresentaram voluntariamente à delegacia de Campos Novos, acompanhados por um advogado.
Segundo o delegado Adriano Almeida, eles optaram por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
“Eles foram interrogados e, após se manterem em silêncio, foram encaminhados para a unidade prisional, onde ficarão à disposição da Justiça”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com ele, a motivação exata foi o impasse sobre a colocação do poste, agravado por antigos conflitos de limites de terra entre as famílias.
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As armas utilizadas no crime não foram apresentadas até o momento, mas a polícia trabalha para localizá-las.
Os três homens tiveram a prisão preventiva decretada e devem responder por duplo homicídio qualificado, além de duas tentativas de homicídio — contra a locatária e o funcionário da Celesc.
Apesar da brutalidade do ataque, nenhum dos investigados possuía antecedentes criminais. O inquérito deve ser concluído em até dez dias.