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Briga por osso dado a cachorro termina em homicídio e prisão em cima de árvore em Blumenau

Conforme a Polícia Militar, a discussão começou dentro de um bar do bairro Salto e terminou com um homem esfaqueado na entrada da Rua Celso Odeli. O autor foi encontrado escondido em cima de uma árvore e apontou onde havia dispensado a faca.

Briga por osso dado a cachorro termina em homicídio e prisão em cima de árvore em Blumenau
Foto: Reprodução
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Um osso oferecido ao cachorro de um desconhecido, dentro de um bar do bairro Salto, em Blumenau, foi o estopim de uma sequência que terminou com um homem morto a facadas na noite desta sexta-feira (31). O autor das facadas foi preso horas depois, escondido em cima de uma árvore, a poucos metros do local do crime.

A ocorrência foi registrada como homicídio doloso consumado. A guarnição da Polícia Militar foi acionada pela Central Regional de Emergência para atendimento na entrada da Rua Celso Odeli e, ao chegar, foi informada por um homem que passava pela via de que pessoas com as características descritas na ocorrência teriam entrado no pátio de uma associação ali perto.

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Começou no balcão

Pelo que os próprios envolvidos relataram aos policiais, a noite tinha começado com uma comemoração. A família celebrava o aniversário do pai em um bar da região quando um dos filhos ofereceu um osso ao cachorro de outro cliente. O dono do animal não gostou e foi tirar o osso do cachorro. A discussão começou ali, no balcão.

Segundo os relatos, do lado de fora do estabelecimento o homem teria arremessado uma lata na cabeça do filho e desferido um tapa no rosto da esposa dele. A partir desse ponto a briga escalou, houve troca de agressões, e o grupo passou a perseguir o homem por outra rua até alcançá-lo na entrada da Rua Celso Odeli.

Os gritos na rua

Uma moradora da região contou aos policiais que ouviu uma mulher gritando e foi até a sacada para verificar se ela estava sendo agredida. Da sacada, viu quatro homens e uma mulher. Um deles estava com uma faca na mão, vestia camisa preta e calça jeans escura. Outro usava casaco azul, branco e preto e puxava a mulher para que ela deixasse o local. Um terceiro, de camiseta preta, calça jeans e bigode, também estava no grupo. O quarto teria deixado a rua em um Celta vermelho.

Com a informação repassada na via, a guarnição entrou no pátio da associação e abordou três homens. Todos negaram qualquer envolvimento com a briga e com o crime, e afirmaram que não conheciam nem o autor nem a vítima. O cerco começou a fechar quando a moradora, a partir de uma fotografia colhida no local, reconheceu dois deles e afirmou com certeza que estavam entre os quatro homens que perseguiram a vítima até a Rua Celso Odeli.

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Escondido em cima de uma árvore

A guarnição do Tático voltou ao pátio e abordou um dos filhos novamente. Dessa vez, a versão mudou. Ele confirmou que estava no bar com o pai, o irmão e amigos, comemorando o aniversário, contou a história do osso e da briga, e disse que a confusão se estendeu para fora do estabelecimento, onde o pai esfaqueou o homem.

Nas diligências seguintes, os policiais encontraram o pai escondido em cima de uma árvore, ainda dentro do pátio da associação. Ele repetiu a versão da lata arremessada na cabeça do filho e do tapa na nora, disse que o grupo perseguiu o homem até outra rua e que acabou por esfaqueá-lo. De forma colaborativa, apontou aos policiais onde havia dispensado a faca usada no crime, que foi encontrada e apreendida.

O outro filho foi localizado perto da própria residência, no mesmo bairro. Ele relatou que ofereceu o osso ao cachorro, que o dono do animal não gostou, e que, tomado pela raiva depois da lata e do tapa na esposa, passou a desferir socos no homem. Disse ainda que, já longe do bar, o pai alcançou o grupo e esfaqueou a vítima.

Vítima sem identificação

A vítima morreu no local e não havia sido identificada até o momento em que o corpo foi retirado e levado pela Polícia Científica. Entre moradores da região, o homem seria conhecido apenas pelo apelido de “Baianinho”. Imagens de câmeras de segurança próximas ao endereço registraram parte do grupo deixando a rua depois do crime.

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A Polícia Civil também esteve no local do homicídio. A investigação segue para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e identificar formalmente o homem morto.

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