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O que aconteceu com José Kaique? O mistério do jovem que desapareceu em Balneário Camboriú

O cabeleireiro saiu do trabalho na terça (15) dizendo que ia tomar um café na praia. As últimas imagens dele foram gravadas no Molhe da Barra Sul, onde o celular foi encontrado.

José Kaique Martins de Azevedo e embarcação de buscas no Molhe da Barra Sul, em Balneário Camboriú
Foto: Reprodução
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O cabeleireiro e maquiador José Kaique Martins de Azevedo está desaparecido desde a manhã de terça (15) em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Ele deixou o salão onde trabalha dizendo que o dia estava lindo e que ia tomar um café na praia. Menos de uma hora depois, foi filmado pela última vez no Molhe da Barra Sul.

Segundo a família, José Kaique saiu de casa por volta das 9h daquela terça e foi a pé até o salão de beleza onde trabalha, na Avenida Normando Tedesco. O trajeto levou cerca de 15 minutos.

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A dona do salão conta que ele chegou ao trabalho como de costume. Deu um abraço nela, dançou, brincou e disse que estava bem.

Na mesma manhã, porém, ele falou coisas desconexas. Disse que estava sendo perseguido por algo de outro mundo. De acordo com a proprietária, José Kaique estava fixado em assuntos sobrenaturais.

José Kaique saiu às 10h40. Às 10h45, imagens mostram o cabeleireiro caminhando tranquilamente em direção ao Molhe da Barra Sul. Às 10h48, ele entrou no molhe, na área da obra de reurbanização da Praia Central.

Às 11h32, câmeras de um restaurante registraram o jovem no molhe. São as últimas imagens de José Kaique. As imagens não mostram a volta dele.

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Às 13h30, o celular dele foi encontrado no molhe, junto com um moletom, um par de tênis, uma camisa e um fone de ouvido. A pessoa que achou o aparelho levou o celular para casa.

Às 15h, a dona do salão tentou falar com ele, mas já não conseguiu contato. O celular só foi recuperado por volta das 20h de quinta (17), pela Guarda Municipal, e entregue à Polícia Científica para perícia.

A família descreve José Kaique, morador de Balneário Camboriú, como alguém amoroso, carinhoso e apaixonado pela profissão. Os parentes dizem que não têm nenhuma suspeita e que ele não tinha inimizades.

O Corpo de Bombeiros faz buscas no mar com mergulhadores, sonar, duas embarcações e dois jet skis. Nas encostas, drones dos Bombeiros e da Guarda Municipal atuam junto com um cão farejador.

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As buscas se concentram num raio de 500 metros na região do molhe, área considerada com mais chances de localizar o cabeleireiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, esse raio vai ser ampliado.

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