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Suspeita de bomba no Bradesco: mala que mobilizou o BOPE em Joinville pode ser de morador de rua

Equipe especializada chegou de helicóptero, fez exame com aparelho de raio-X e descartou explosivo: dentro do volume havia roupas. Uma mulher procurou a polícia dizendo ter reconhecido o dono da mala pelas imagens das câmeras.

Suspeita de bomba no Bradesco: mala que mobilizou o BOPE em Joinville pode ser de morador de rua
Foto: Reprodução
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A mala que manteve o Centro de Joinville isolado por horas nesta terça-feira, 8 de setembro, não tinha bomba. Dentro do volume deixado em uma agência do Bradesco na Rua XV de Novembro, em frente ao Terminal Urbano Central, havia roupas. O Batalhão de Operações Policiais Especiais fez a verificação com aparelho de raio-X e descartou a presença de qualquer artefato explosivo.

A operação começou por volta das 10h, quando a Polícia Militar foi acionada e assumiu o isolamento da área. A agência foi evacuada e o perímetro em torno do banco ficou fechado, com controle de acesso a pedestres em um dos pontos de maior circulação da cidade.

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Do lado de fora, a rotina do Centro parou. Clientes ficaram sem acesso à agência, funcionários permaneceram na calçada e quem desembarcava no terminal foi desviado do trecho interditado da Rua XV de Novembro.

Equipe especializada do BOPE trabalha com traje antibombas e aparelho de raio-X em frente à agência no Centro de Joinville

Como Joinville não tem esquadrão antibombas próprio, o BOPE foi acionado em Florianópolis. A equipe especializada em explosivos foi deslocada de helicóptero para encurtar as mais de três horas de estrada entre a Capital e o Norte catarinense.

Até a chegada da tropa, a mala ficou exatamente onde estava, sem ser tocada ou deslocada. O protocolo seguiu até o fim mesmo sem sinal aparente de risco: objeto abandonado dentro de agência bancária é tratado como potencialmente explosivo até que uma equipe especializada faça o exame. É essa regra que explica por que uma bagagem com roupas travou o Centro da cidade durante toda a manhã.

Segundo a Polícia Militar, a mala foi deixada no dia anterior, 7 de setembro, por volta das 16h, quando o banco já estava fechado. As imagens de câmeras de segurança mostram o homem chegando com o volume e saindo sem utilizar nenhum serviço.

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Capa do vídeo do YouTube

Foi a circulação dessas imagens que trouxe a primeira pista sobre a origem da mala. No fim da tarde, uma mulher procurou a polícia dizendo ter reconhecido o dono do volume. Conforme o relato, ele estaria em situação de rua, e dentro da mala estariam seus pertences.

A informação não foi confirmada oficialmente. O homem não foi localizado nem identificado pela polícia até o encerramento da ocorrência, e não há qualquer indicativo, até aqui, de que tenha havido intenção criminosa ao deixar a bagagem no local.

Depois que a equipe especializada concluiu o exame e descartou a presença de explosivos, o trecho isolado da Rua XV de Novembro foi liberado e a circulação em frente ao terminal voltou ao normal.

A Polícia Civil também acompanhou a operação. Não houve feridos.

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