“Morreu pedindo desculpas”: polícia faz descoberta surpreendente ao prender assassino em SC
A tragédia que abalou Cordilheira Alta no dia 9 de novembro finalmente teve um desfecho. Após dias de buscas, a Polícia Civil prendeu o homem acusado de matar Guilherme Wilson Costa, de 37 anos, em um campo de futebol da comunidade de Campina do Gregório. O caso mobilizou a região e gerou forte comoção. O … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·26 nov 2025·5 min de leitura·Atualizado há 8 meses
Foto: Reprodução
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A tragédia que abalou Cordilheira Alta no dia 9 de novembro finalmente teve um desfecho. Após dias de buscas, a Polícia Civil prendeu o homem acusado de matar Guilherme Wilson Costa, de 37 anos, em um campo de futebol da comunidade de Campina do Gregório. O caso mobilizou a região e gerou forte comoção.
O episódio começou durante uma confraternização em que ocorria uma partida amistosa. Um banco caiu acidentalmente sobre o pé de um adolescente de 15 anos. Guilherme pediu desculpas ao jovem e ao avô dele, mas o clima permaneceu tenso. O padrasto do adolescente discutiu com a vítima, saiu e retornou minutos depois, armado.
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Segundo testemunhas, ele chamou Guilherme para o campo, sacou a arma e fez vários disparos, atingindo a cabeça e o peito da vítima — um dos tiros perfurou o coração. O ataque foi repentino e ninguém conseguiu reagir.
Equipes do SAER-Fron e do Samu Aeromédico realizaram procedimentos de emergência no gramado, incluindo uma cirurgia improvisada para tentar conter a hemorragia. Mesmo assim, Guilherme morreu ao chegar ao Hospital Regional do Oeste. Pai de uma menina pequena, ele teve a morte bastante lamentada pela comunidade.
O suspeito fugiu logo após o crime e ficou escondido na área rural. A investigação avançou quando a Polícia Civil descobriu que ele usava identidade falsa e estava foragido havia quase 20 anos, com mandados de prisão por roubo e associação criminosa.
Nos últimos dias, os agentes intensificaram as buscas e localizaram o homem. Em interrogatório, ele confessou o homicídio e apontou onde havia escondido a arma usada no assassinato. O armamento e as munições foram encontrados em um matagal. Na casa dele, a polícia apreendeu ainda materiais de calibre .380 ACP sem autorização, o que resultou em outra prisão em flagrante.
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Com a prisão e a recuperação da arma, a Polícia Civil considera o caso esclarecido. O delegado afirmou que os processos antigos do suspeito serão retomados, já que ele também responde por crimes cometidos nos anos 2000.
A captura encerra uma etapa importante, mas não diminui a dor da família de Guilherme, que continua pedindo justiça por um crime que começou com um acidente simples e terminou de forma trágica.