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“Nois que manda”: criminoso neutralizado pela PMSC montou barricadas em bairro de Itajaí

Wellinton Telles, de 24 anos, o “Pachola”, morto em confronto com o Tático e a ROCAM, era apontado por moradores como responsável por barricadas montadas para impedir a entrada de viaturas na Barra do Rio. Marcos Antônio Wanderherz, de 22, também foi neutralizado.

“Nois que manda”: criminoso neutralizado pela PMSC montou barricadas em bairro de Itajaí
Foto: Reprodução
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Havia uma rua em Itajaí onde a viatura da polícia não entrava. Não por falta de vontade da tropa: por causa de uma barricada montada no meio do caminho. E quem era apontado pelos moradores como responsável por esse bloqueio foi neutralizado pela Polícia Militar de Santa Catarina nesta terça-feira (25).

Conforme apurado pelo Jornal Razão, Wellinton Telles, de 24 anos, conhecido no crime como “Pachola”, é um dos dois criminosos mortos no confronto com equipes do Tático e da ROCAM. O outro é Marcos Antônio Wanderherz, de 22 anos. Os dois nasceram e foram criados em Itajaí e eram apontados como integrantes do PGC.

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O nome de Pachola já constava em denúncia feita à Polícia Militar antes da operação. Moradores relataram que traficantes da região ergueram barricadas no final da Rua Avelino Werner, no bairro Barra do Rio, para impossibilitar o deslocamento das guarnições policiais.

Capa do vídeo do YouTube

O bloqueio que prendia o próprio bairro

A barricada não parava apenas a polícia. Parava também quem morava ali. Quem saía para o trabalho de manhã, quem voltava da escola, quem precisava chamar uma ambulância. A rua inteira ficou refém de um obstáculo que ninguém autorizou.

Barricada, no vocabulário do tráfico, não é entulho jogado na via. É demarcação de território. É a forma física de dizer quem controla a área, quem decide quem entra e quem sai, e quanto tempo a lei vai levar para chegar. É o recado escrito no asfalto: ali quem manda é o crime.

Segundo a denúncia registrada, a prefeitura e a polícia já haviam estado no local outras vezes pelo mesmo motivo. Retiravam os bloqueios, e as barricadas voltavam. Retiravam de novo, e voltavam de novo. Dois nomes eram apontados pelos moradores como responsáveis pela ação: Wellinton Telles, o “Pachola”, e Mário César Antunes.

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A operação no Dia do Soldado

O confronto que terminou com os dois criminosos neutralizados aconteceu no bairro Imaruí, durante o cumprimento de um mandado de prisão por homicídio. Guarnições do Tático e equipes da ROCAM foram até uma residência na Rua Pedro Teixeira de Melo para prender um homem procurado pela Justiça.

Quando as viaturas chegaram, cerca de quatro homens que estavam na casa correram. Dois foram contidos ainda no local. Os outros dois pularam o muro e subiram nos telhados das residências vizinhas, tentando escapar por cima do bairro.

Não escaparam. Como havia duas equipes em campo, cada uma seguiu um dos fugitivos. Segundo informações preliminares, houve troca de tiros durante a perseguição. Os dois foram baleados e não resistiram aos ferimentos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou os óbitos.

A ação aconteceu justamente no Dia do Soldado, celebrado em 25 de agosto em homenagem ao nascimento do Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro. E fechou com o número que mais importa nesse tipo de ocorrência: nenhum policial ficou ferido.

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Sexto neutralizado em quatro dias

Com o confronto de Itajaí, a Polícia Militar de Santa Catarina chega a seis criminosos neutralizados em quatro dias, em cidades espalhadas de ponta a ponta do estado. No sábado (22), foram quatro confrontos em menos de 24 horas, em Lages, Araranguá, Palhoça e Chapecó. Em nenhuma das seis ocorrências houve policial ferido.

O que acontece agora

Equipes da Polícia Militar isolaram as áreas e permaneceram nos locais. A Polícia Científica foi acionada para os trabalhos periciais e a Polícia Civil conduz a investigação. Até o momento não há informação oficial sobre o armamento apreendido ou sobre a situação dos dois homens contidos no início da ação.

Mortes decorrentes de intervenção policial seguem um rito próprio: a cena é periciada pela Polícia Científica, o caso é registrado e apurado pela Polícia Civil e o inquérito é acompanhado pelo Ministério Público, que ao final decide se houve excludente de ilicitude. A corregedoria da Polícia Militar também analisa o emprego da força. A ocorrência segue em andamento e esta reportagem será atualizada.

Leia também: Dois criminosos do PGC são neutralizados pela PMSC em Itajaí

Leia também: No Dia do Soldado, PMSC chega ao 6° criminoso neutralizado em menos de uma semana

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