Operação da DEIC em Itapema? Delegado explica o que aconteceu; VEJA VÍDEO
Uma denúncia feita em Itapema deu origem a uma operação que desmantelou um esquema de falsificação, adulteração e comercialização ilegal de medicamentos em Santa Catarina e Goiás. A ação, batizada de Operação Reação Adversa, foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (26), com mandados cumpridos em três municípios catarinenses e também em Goiás. … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·26 mai 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Uma denúncia feita em Itapema deu origem a uma operação que desmantelou um esquema de falsificação, adulteração e comercialização ilegal de medicamentos em Santa Catarina e Goiás. A ação, batizada de Operação Reação Adversa, foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (26), com mandados cumpridos em três municípios catarinenses e também em Goiás.
A investigação começou após uma moradora de Itapema relatar ter adquirido um medicamento para emagrecimento — identificado como Ozempic — que, após uso, provocou reações adversas graves. Segundo a Polícia Civil, o produto era falsificado. A partir desse caso, os investigadores chegaram a uma rede criminosa com atuação interestadual.
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De acordo com o delegado responsável pela operação, a organização criminosa falsificava medicamentos de alto valor, incluindo anabolizantes, remédios abortivos e substâncias sem registro legal no Brasil. “Eles utilizavam medicamentos vencidos, apagavam as datas e reimprimiam novas embalagens com prazos atualizados. Contavam com o suporte de uma gráfica para a produção de caixas idênticas às originais, o que dificultava a identificação dos produtos falsos”, explicou o delegado.
A venda dos medicamentos era feita principalmente pelas redes sociais, com preços abaixo dos praticados legalmente no mercado. Além de medicamentos falsificados, a operação identificou a movimentação financeira do grupo, que havia adquirido veículos de luxo e imóveis com os lucros obtidos ilicitamente. Parte desses bens foi apreendida e tornada indisponível, com objetivo de garantir a reparação às vítimas.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro da DEIC, com apoio da Polícia Civil de Goiás, do Laboratório de Tecnologia em Lavagem de Dinheiro e das DICs de Canoinhas e Campos Novos.
A Polícia Civil reforça o alerta para que a população evite comprar medicamentos fora das farmácias e canais oficiais, e informa que as investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema.