Polêmica em SC: luciferiano critica catarinense que retirou macumba de cemitério
Polêmica em Timbó: influenciador Loli Gustavo Gebien é criticado por atos em túmulo no Dia dos Pais; Federação Afro-Brasileira aponta desrespeito a religiões de matriz africana e alerta para crime de intolerância religiosa.
Por Equipe Jornal Razão·17 ago 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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A polêmica envolvendo o influenciador catarinense Loli Gustavo Gebien ganhou novos desdobramentos após manifestação da Federação Afro-Brasileira, Amerídea e de Altas Magias (FLAMB). A entidade divulgou, em 14 de agosto de 2025, uma nota oficial assinada pelo presidente Tata Luciferiano Wagner, condenando o episódio ocorrido no cemitério municipal de Timbó, no Dia dos Pais (10).
O episódio
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No vídeo publicado, Loli aparece retirando galinhas mortas, velas e outros objetos deixados em cima de um túmulo onde estão sepultados seu pai e avô, criticando duramente a prática e afirmando que não permitirá novos rituais no local. A gravação dividiu opiniões: parte dos seguidores defendeu o influenciador, enquanto outros acusaram desrespeito à liberdade religiosa.
Posição da entidade
Na nota, a FLAMB destacou que o material registrado não corresponde a fundamentos da Umbanda, Candomblé, Quimbanda ou Catimbó de Urema, religiões de matriz africana que possuem locais específicos e fundamentos próprios para oferendas.
O documento também chamou atenção para falas do influenciador no vídeo, em que ele teria afirmado ter feito “segurança” no cemitério, armado e acompanhado de um amigo, além de mencionar possíveis ameaças a quem realizasse entregas no local. A federação citou o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), lembrando que porte ilegal de arma é crime.
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Intolerância religiosa
A entidade reforçou que a intolerância religiosa é considerada crime no Brasil, classificada como racismo religioso, com pena prevista de 1 a 4 anos de reclusão. “A diversidade religiosa é garantida pela Constituição”, frisou a federação, que prometeu seguir atuando na defesa das tradições afro-brasileiras e indígenas.
Repercussão
Enquanto entidades religiosas repudiam o ato e pedem providências, apoiadores de Loli elogiam sua postura, dizendo que ele defende o espaço público e a memória de seus familiares.