Presos constroem iates de luxo em SC e movimentam milhões
Detentos da Colônia Agrícola de Palhoça, na Grande Florianópolis, estão atuando diretamente na produção de iates de luxo, por meio de uma parceria entre o sistema prisional de Santa Catarina e uma indústria naval da região. O projeto integra a política estadual de ressocialização e envolve atualmente 70 presos, que fabricam, em média, 10 embarcações … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·14 mai 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Detentos da Colônia Agrícola de Palhoça, na Grande Florianópolis, estão atuando diretamente na produção de iates de luxo, por meio de uma parceria entre o sistema prisional de Santa Catarina e uma indústria naval da região. O projeto integra a política estadual de ressocialização e envolve atualmente 70 presos, que fabricam, em média, 10 embarcações por mês para abastecer o mercado náutico.
A iniciativa faz parte de um programa mais amplo de trabalho prisional no estado, que hoje conta com cerca de 30% da população carcerária envolvida em atividades remuneradas — o equivalente a 8.392 presos. Esse índice é superior à média nacional, que gira em torno de 23,8%. Em 2024, essas atividades movimentaram cerca de R$ 28 milhões em Santa Catarina.
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Os apenados que participam do programa recebem remuneração pelo trabalho, dividida em três partes: 50% são enviados às famílias, 25% são usados para custear a permanência no sistema prisional e os 25% restantes são depositados em uma conta poupança, acessível ao fim do cumprimento da pena.
Além da fabricação de iates, os detentos também atuam em outras áreas, como montagem de eletrônicos, confecção de móveis e produção de uniformes. Das 53 unidades prisionais existentes no estado, 51 mantêm parcerias com empresas privadas ou órgãos públicos, sendo que em 32 delas há autorização para atividades externas.
Segundo a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o objetivo é qualificar os presos para o mercado de trabalho e reduzir os índices de reincidência criminal. A atuação na indústria naval, considerada uma das mais relevantes da economia catarinense, tem contribuído com a profissionalização dos internos e com a movimentação do setor.