Padrasto é solto menos de 24h após menina de 4 anos ser internada na UTI em SC
O caso ganhou repercussão após a menina dar entrada no Hospital Santo Antônio com traumatismo craniano, sangramento interno e diversas marcas pelo corpo.
Por Equipe Jornal Razão·30 out 2025·5 min de leitura·Atualizado há 9 meses
Foto: Reprodução
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Um dia após ser preso em flagrante suspeito de agredir a enteada de 4 anos, o padrasto da criança, de 31 anos, foi solto nesta quinta-feira (30) após audiência de custódia em Blumenau, no Vale do Itajaí. Ele havia sido apontado pela Polícia Civil como o possível autor das lesões que deixaram a menina em estado gravíssimo.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a decisão pela liberdade provisória considerou que o homem não possui antecedentes criminais e que, até o momento, não há provas suficientes de que as lesões tenham sido causadas de forma intencional. O juiz entendeu que a análise inicial não apontou indícios claros de violência direta praticada por ele.
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O caso ganhou repercussão após a menina dar entrada no Hospital Santo Antônio com traumatismo craniano, sangramento interno e diversas marcas pelo corpo. Durante o atendimento, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, mas foi reanimada e permanece internada em estado gravíssimo.
O homem, identificado como Ícaro Barbosa de Jesus, natural da Bahia, foi quem levou a criança até o hospital. Ele afirmou que a menina teria sofrido uma convulsão em casa. O celular dele foi apreendido e será periciado pela Polícia Civil, que segue investigando o caso.
Segundo a mãe da vítima, ela havia saído para trabalhar por volta das 3h30 e deixou a filha sob os cuidados do companheiro, com quem vive há cerca de dois anos. Por volta das 7h30, Ícaro teria ligado dizendo que a menina estava tendo uma convulsão. A criança foi levada inicialmente a um posto de saúde e, devido à gravidade do quadro, transferida ao hospital.
Durante o atendimento, uma médica pediatra constatou que as lesões no corpo da criança não eram compatíveis com a versão apresentada. A mãe e o padrasto foram levados à delegacia. Ela relatou que não havia histórico de violência doméstica e disse estar surpresa com o ocorrido.
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A família também mencionou que a menina havia sofrido uma queda no início do mês, episódio registrado em prontuário médico, mas a equipe hospitalar descartou qualquer relação entre esse fato e as marcas recentes.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Blumenau.