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“Tadinho do bichinho”: sapo encontrado agonizando com boca colada causa revolta em SC

Animal foi encontrado em extrema agonia no bairro Faxinal, em Mafra; moradores se mobilizaram, pagaram atendimento veterinário e garantiram a soltura do anfíbio na natureza. Fotos: Reprodução / Carol Krol e Riomafra Mil Grau

“Tadinho do bichinho”: sapo encontrado agonizando com boca colada causa revolta em SC
Foto: Reprodução
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O sol do meio-dia no bairro Faxinal, em Mafra, trazia mais um dia comum de trabalho para Carol Krol, que ajudava uma amiga na reforma da cozinha. No entanto, ao dar alguns passos para fora da casa, um pequeno detalhe no chão mudou completamente o rumo daquela quarta-feira (26).

Apaixonada por animais e com um carinho especial por anfíbios, Carol logo avistou um sapo no quintal e se aproximou para observá-lo. O encanto inicial deu lugar a um aperto no peito ao perceber que algo estava terrivelmente errado.

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O pequeno animal estava em visível estado de agonia. Ele inflava o corpo num esforço desesperado e tentava, sem sucesso, abrir a boca repetidamente. O diagnóstico visual era estarrecedor: a boca do sapinho parecia estar completamente colada, impedindo qualquer movimento básico de sobrevivência. Tomados pela indignação e pela urgência da cena, Carol e os amigos decidiram que não deixariam o animal morrer ali. Começava, então, uma verdadeira corrida contra o tempo.

A Mobilização e o resgate

A mobilização foi imediata. O grupo começou a ligar para clínicas da cidade e conseguiu contato com um veterinário especialista em animais silvestres. Seguiram à risca as primeiras orientações à distância, mas a boca do anfíbio continuava selada, mantendo o bicho sob extremo estresse. Sem hesitar, Carol colocou o sapo em um recipiente e foi direto para a Univet Clínica Veterinária. Lá, assumiu os custos da consulta para garantir que ele recebesse o atendimento adequado.

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Nas mãos da profissional de saúde animal, o alívio finalmente veio. Com paciência e técnicas apropriadas, a veterinária conseguiu liberar a boca do sapinho, devolvendo a ele a capacidade de respirar sem dor. O desfecho dessa história ganhou contornos ainda mais bonitos no fim da noite.

Por volta das 21h, já recuperado do susto e do procedimento, o animal foi levado por Carol até uma área preservada de mata, onde pôde saltar livremente de volta ao seu habitat natural.

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Ainda não se sabe se o episódio foi um acidente bizarro ou fruto da crueldade humana. Caso tenha sido um ato intencional, fica o registro de um crime covarde contra uma vida indefesa. Contudo, acima da revolta, prevalece a lição de empatia e respeito deixada por Carol e pela equipe médica, que provaram que nenhuma vida é pequena demais para ser salva.

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