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Grupo de 40 torcedores do Avaí parte para cima da PM com pedras e pedaços de madeira em Florianópolis

Grupo tentou romper o bloqueio no acesso da torcida visitante antes de Avaí x Vila Nova. Policial perdeu a consciência, teve os ossos do nariz fraturados e precisou levar pontos no rosto.

Grupo de 40 torcedores do Avaí parte para cima da PM com pedras e pedaços de madeira em Florianópolis
Foto: Reprodução
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Um policial militar teve os ossos do nariz fraturados depois de ser atingido no rosto por uma pedra lançada por torcedores do Avaí, antes da partida contra o Vila Nova, na Ressacada, em Florianópolis. O ataque aconteceu na segunda-feira (14), quando um grupo tentou romper o bloqueio policial montado em um dos acessos reservados à torcida visitante.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 40 torcedores do Avaí avançaram contra os policiais que guardavam o acesso, com o objetivo de passar pela barreira e confrontar a torcida goiana. Os policiais deram ordem de parada, que foi ignorada.

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O grupo partiu para cima da equipe armado com pedaços de madeira, pedras e outros objetos. Para conter o ataque, os policiais usaram bastão e dispararam balas de borracha. Depois dos disparos, os torcedores recuaram e fugiram em direção a uma rua paralela ao estádio.

Durante o confronto, uma das pedras acertou o rosto de um dos policiais, atingindo a região dos olhos, o nariz e a testa. O sangramento foi intenso e o PM chegou a perder a consciência por alguns instantes. Os próprios colegas prestaram os primeiros socorros ainda no local.

O uniforme do policial ficou completamente encharcado de sangue e foi inutilizado: capa do colete balístico, coturno, boina, camisa e calça. A viatura usada para levá-lo também ficou manchada.

Ele foi levado ao Hospital da Polícia Militar, em Florianópolis. Os exames confirmaram a fratura dos ossos nasais, além de várias escoriações pelo rosto, que precisaram de pontos.

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O ataque foi registrado como promoção de tumulto, incitação à violência, invasão de local restrito em evento esportivo, lesão corporal grave, porte de arma branca e desobediência. Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre prisões ou identificação dos envolvidos.

Antes do tumulto, a torcida organizada Esquadrão Novavilense havia sido revistada e escoltada pela Polícia Militar até o estádio, sem ocorrências no trajeto. O jogo, válido pela 28ª rodada da Série B, terminou empatado em 1 a 1, com gols de André Luís para o Vila Nova e de Daniel Penha para o Avaí, ambos no primeiro tempo.

O caso reacende uma discussão antiga em Santa Catarina: o uso de policiais militares na segurança de jogos de futebol. Pelo regulamento da Federação Catarinense de Futebol, o clube mandante é obrigado a requisitar policiamento à PMSC, e a recomendação é que os portões só sejam abertos com a presença da corporação.

O Ministério Público de Santa Catarina já questionou o modelo na Justiça. Em ação civil pública, o órgão apontou que o efetivo deslocado para os estádios deixa de atender a população durante o jogo e também nos dias seguintes, por causa das folgas concedidas aos policiais, gerando custos que não retornam ao Estado.

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, porém, já decidiu que a presença da PM nos estádios é legal mesmo sem cobrança direta dos clubes, com base no direito constitucional à segurança pública e na taxa de segurança preventiva prevista em lei estadual. Os clubes, por outro lado, reclamam do valor pago pelo policiamento, principalmente na área externa dos estádios.

O confronto entre as duas torcidas também tem histórico de violência. Em maio, após a vitória do Vila Nova por 2 a 0 no primeiro turno, em Goiânia, torcedores goianos que seriam da organizada Esquadrão se envolveram em uma confusão em um posto de gasolina perto do estádio, com agressão a um frentista e um carro depredado.

No mesmo jogo da Série B de 2025, integrantes de uma organizada do Avaí atacaram com pedras o ônibus da torcida do Vila Nova, que era escoltado pela PM. Em 2024, o duelo também terminou em briga: dois integrantes de uma torcida organizada foram detidos, um deles com soco-inglês, e depois afastados por três meses dos jogos do Avaí em acordo proposto pelo Ministério Público de Santa Catarina.

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