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Fala de Dino sobre corrupção revolta magistrados de Santa Catarina

Associação catarinense defende investigação dos envolvidos, com respeito ao devido processo legal.

Fala de Dino sobre corrupção revolta magistrados de Santa Catarina
Foto: Reprodução
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A declaração do ministro Flávio Dino sobre a corrupção no Judiciário levou a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) a se posicionar nesta quarta-feira (16). A entidade contestou a forma como o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) tratou o tema durante uma sessão relacionada ao caso Banco Master.

Em nota assinada pela presidente Janiara Maldaner Corbetta, a associação afirmou que possíveis irregularidades cometidas por determinados integrantes do Judiciário não representam toda a categoria. Para a AMC, as responsabilidades devem ser apuradas de forma individual, sem envolver magistrados que não são citados nos fatos investigados.

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O posicionamento foi divulgado depois de Dino dizer que o Brasil enfrenta o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”. A fala ocorreu na terça-feira (15), quando o plenário do STF analisava se procedimentos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam continuar separados ou passar a tramitar em conjunto.

A discussão envolvia a possibilidade de presidentes de tribunais retirarem processos dos relatores responsáveis. Ao abordar o assunto, Dino afirmou que esse tipo de medida poderia abrir espaço para interferências dentro do sistema judicial.

A associação catarinense defendeu que qualquer suspeita seja examinada pelos órgãos responsáveis, com a identificação das condutas e das pessoas envolvidas. A entidade também destacou a necessidade de respeito ao devido processo legal.

“Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura na tentativa de desviar o foco de discussões e crises restritas à cúpula de Brasília”, declarou a AMC.

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Segundo a associação, tratar a corrupção como um problema generalizado pode afetar a imagem de juízes que não possuem relação com o caso e reduzir a confiança da sociedade no funcionamento do Judiciário.

A sessão que provocou a reação da entidade catarinense teve divergências entre os integrantes do Supremo. Antes da interrupção do julgamento, quatro ministros defendiam a continuidade separada dos procedimentos: Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que os casos fossem reunidos. Dino também havia defendido a tramitação conjunta, mas pediu mais tempo para analisar o processo e solicitou que seu voto não fosse contabilizado naquele momento. Por causa do pedido de vista, não houve decisão final.

O debate também teve discussões entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Dino demonstrou insatisfação com a condução dos trabalhos e chamou a sessão de “desastrosa”. Cármen Lúcia disse estar consternada com a situação e pediu desculpas à população pelo ambiente registrado no plenário.

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A repercussão chegou ainda ao Rio Grande do Sul. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) declarou repúdio à fala de Dino e afirmou que suspeitas devem ser associadas aos fatos e aos envolvidos, sem atingir toda a magistratura.

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