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“Homem” que invadiu trabalho e cortou mão da ex com facão no chão da calçada, vai a júri nesta sexta em SC

O crime aconteceu na tarde de 24 de outubro de 2025, no bairro São Rafael, em Rio Negrinho. Além de amputar a mão da jovem, o agressor feriu mais dois trabalhadores que tentaram salvá-la; MPSC pede condenação e R$ 100 mil em indenização para cada vítima.

“Homem” que invadiu trabalho e cortou mão da ex com facão no chão da calçada, vai a júri nesta sexta em SC
Foto: Reprodução
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O homem acusado de protagonizar um dos crimes mais brutais da história recente do Norte catarinense será julgado pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (18). A sessão está marcada para as 9h e será realizada na Câmara de Vereadores de Rio Negrinho.

O réu, Rafael Telles de Oliveira, responde pela tentativa de feminicídio da ex-namorada e por tentar matar outros dois trabalhadores que intervieram no ataque. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o acusado por crime cometido por vingança, com extrema crueldade e sem qualquer possibilidade de defesa para as vítimas. Além de exigir a condenação criminal, a Promotoria solicitou que a Justiça fixe uma indenização de R$ 100 mil para cada uma das três pessoas atingidas pela violência.

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Relembre o caso

A pacata rotina do bairro São Rafael, em Rio Negrinho, foi estilhaçada em uma tarde de sexta-feira, 24 de outubro de 2025. O que deveria ser mais um dia normal de expediente no Supermercado Compre Mais transformou-se em um cenário de terror quando Rafael Telles de Oliveira, natural de Curitiba (PR), tomou uma decisão brutal por não aceitar o fim do relacionamento.

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Armado com um facão de 50 centímetros e duas facas de grande porte, o agressor desembarcou de sua motoneta e invadiu o estabelecimento onde a ex-namorada, Késsya de Souza Veiga, de apenas 18 anos, trabalhava. Movido por vingança e sem dar qualquer chance de defesa, o homem iniciou um ataque feroz e sistemático contra a jovem, transformando o local em um corredor de pânico, desespero e sangue.

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Trabalhadores foram atacados por tentar salvar Késsya

Késsya tentou correr desesperadamente para salvar a própria vida, mas caiu na calçada em frente ao local. No chão e indefesa, continuou sendo brutalmente golpeada. Diante da cena estarrecedora, dois colegas de trabalho demonstraram extrema coragem e enfrentaram a morte para intervir: Jhenyfer Schlucubier, de 33 anos, e Felipe Eduardo de Lima Kwitichal, de 19 anos.

A fúria do agressor voltou-se também contra eles. Ambos sofreram ferimentos graves ao tentar proteger a jovem. As três vítimas foram socorridas às pressas pelo SAMU e pelos Bombeiros e encaminhadas à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho. O agressor confessou o crime e foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

A luta na UTI e a perda da mão

Késsya deu entrada em estado gravíssimo e precisou passar por cirurgias de urgência. A violência do ataque deixou marcas irreparáveis: a jovem teve a mão direita amputada e sofreu cortes profundos por todo o corpo.

Nas redes sociais, semanas após o ataque, Késsya compartilhou um relato emocionante sobre a dor do diagnóstico e o apoio que buscou na fé:

“Quando o doutor viu o ferimento, ele me disse: ‘Não há solução. Sua mão está presa por uma lasquinha, vai precisar ser amputada.’ Naquela hora, implorei a Deus: ‘Senhor, por favor, me deixa com a minha mão!’ Mas no final entendi que eu nunca mais a teria. (…) Levantei a cabeça e disse: ‘Deus, muito obrigada pela minha vida. O Senhor é maravilhoso. Eu sou amada por Deus’.”

Apesar de ter enfrentado dias difíceis na UTI, a jovem recebeu alta em 27 de outubro de 2025. Demonstrando uma força admirável, Késsya prestou homenagem a Jhenyfer e Felipe, a quem chamou de “meus dois heróis”, e afirmou não guardar rancor do agressor: “Não há mais sentimento algum, nem mesmo ódio. O que aconteceu comigo, eu não desejo nem a ele.”

O Tribunal do Júri

Em novembro de 2025, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou Rafael Telles de Oliveira por tentativa de feminicídio e homicídios qualificados. A Promotoria sustentou que o crime foi cometido por vingança, com extrema crueldade e sem chance de defesa para os atacados.

Nesta sexta-feira (18), a partir das 9h, o acusado sentará no banco dos réus do Tribunal do Júri, em sessão pública realizada na Câmara de Vereadores de Rio Negrinho. Além de requerer a condenação criminal em regime fechado, o Ministério Público pede a fixação de R$ 100 mil em indenização para cada uma das três vítimas marcadas pela tragédia.

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