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Eleições 2026

“SC não pode ser curral eleitoral pra qualquer ideologia”, afirma candidato do Missão

Candidato ao Senado por Santa Catarina, o empresário Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (MISSÃO, nº 144) revelou ao Jornal Razão que é processado por um prefeito após falar em pontos de controle do tráfico e afirmou que não vai revelar suas fontes, mesmo sob risco de punição.

“SC não pode ser curral eleitoral pra qualquer ideologia”, afirma candidato do Missão
Foto: Reprodução
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Empresário de 37 anos, Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (MISSÃO, nº 144) esteve nos estúdios do Jornal Razão para falar da campanha ao Senado por Santa Catarina. Em entrevista a Kaiann Barentin, ele revelou que responde a um processo movido por um prefeito depois de afirmar que há pontos de controle do tráfico na cidade, disse que se recusa a entregar suas fontes mesmo sob risco de punição, contou que provocou a apuração sobre a mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para o estado e admitiu marcar 1% e 0,4% nas duas últimas pesquisas. Nunca foi convidado para uma sabatina ou um debate.

Quem é o candidato e por que ele diz ter entrado na disputa

Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (MISSÃO, nº 144) tem 37 anos, é catarinense, formado em desenho industrial e atua no ramo pet. Ele disputa uma das duas vagas de Santa Catarina no Senado e resume assim a motivação: “entrei nessa justamente pra combater uma figura em si, que é a figura do Carlos Bolsonaro”. Segundo o candidato, a oposição não tem viés ideológico: “não quer dizer que eu seja um cara de esquerda. Eu só discordo de que Santa Catarina seja um curral eleitoral pra qualquer ideologia”, afirmou, acrescentando que se oporia igualmente a um nome do PT ou do próprio Missão que fizesse o mesmo.

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Ele afirmou ter sido “o único que enfrentou a mudança do domicílio eleitoral do Carluxo para Santa Catarina”, questionamento que, segundo ele, resultou na abertura de uma investigação, informação que ele mesmo publicou nas redes sociais. Carlos Bolsonaro (PL, nº 222) é candidato ao Senado por Santa Catarina e tem registro aguardando julgamento no TSE, mesma situação processual dos demais candidatos ao pleito.

Assista à entrevista completa

Capa do vídeo do YouTube

O Jornal Razão apresentou ao entrevistado um fato apurado pela reportagem: Carlos Bolsonaro escolheu uma gráfica do Rio de Janeiro para imprimir o material de campanha, o que deixa o imposto da impressão fora de Santa Catarina. O entrevistador fez a ressalva expressa de que “não é uma acusação, não é um julgamento da nossa parte”. Túlio contrapôs com a própria tiragem: 10 mil santinhos impressos no município de Timbó por uma fração do valor pago pelo adversário, segundo ele. “Estranha essa história, né?”, comentou. “E deixar o eleitor julgar”, completou.

Processado por um prefeito, ele diz que não entrega as fontes

O trecho mais duro da conversa veio quando o tema foi liberdade de imprensa. Túlio contou que, horas depois da entrevista, teria uma videochamada com uma delegacia porque “está sendo processado por um prefeito”, sem citar nome ou cidade, por afirmar que no município existe uma organização criminosa montando barricadas e ocultando crianças para o tráfico de drogas. Segundo ele, a parte contrária sustenta que a informação é mentira e exige explicações.

O candidato disse que as informações vieram de terceiros, principalmente motoristas de aplicativo e moradores da região, e admitiu não ter ido ao local: “eu não vou lá pessoalmente comprovar, porque eu vou morrer se eu botar o pé lá”. Ele ponderou que o termo mais correto talvez não seja barricada, e sim ponto de controle do tráfico, com homens armados controlando quem sobe e quem desce, mandando apagar o farol e acender a luz interna do carro, e um olheiro postado no morro para avisar da aproximação de viaturas.

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Sobre a possibilidade de punição, foi taxativo: “eu não vou revelar minhas fontes, não”. E acrescentou: “eu posso até ser punido e tudo mais, não tem problema. Eu me prestei a isso, ninguém me obrigou a fazer esse trabalho que eu faço”. O entrevistador lembrou que o sigilo da fonte é garantia constitucional e citou a decisão do Supremo Tribunal Federal que tentou quebrá-lo, registrando que a redação recebe diariamente denúncias que vão de caso de motel a fatos graves, todas tratadas com responsabilidade. Questionado se a liberdade de expressão e de imprensa está ameaçada no Brasil, Túlio respondeu: “sim, com certeza”. Ele fez questão de delimitar o próprio papel: “eu não sou jornalista. Não sou político também. Eu sou empresário e ativista político”. As acusações relatadas por ele são versões do entrevistado, baseadas em relatos de terceiros, e não foram confirmadas de forma independente.

Da candidatura a vereador ao Senado: 424 votos e a cobrança por experiência

O Jornal Razão provocou o candidato sobre o salto: há dois anos ele disputou uma vaga de vereador e ficou como suplente. Túlio confirmou os 424 votos e argumentou que o desempenho é melhor do que parece, porque a cidade tem poucos eleitores e os vereadores eleitos ali se elegeram a partir de um patamar próximo ao dele. “Faltou muito pouco, bati na trave, literalmente”, disse, atribuindo a derrota ao pouco tempo de campanha e ao início tardio na produção de conteúdo político na internet. “Se eu tivesse mais um ou dois meses, eu estava como vereador hoje”. O entrevistador rebateu na hora: “essa conversa aí de candidato, se eu tivesse mais uma semana eu chegava”. O próprio Túlio concordou que todo candidato diz isso.

Diante da lista de concorrentes com currículo consolidado, formada por Esperidião Amin, Carol de Toni, Carlos Bolsonaro e o empresário Lunelli, ele foi questionado sobre o que o diferencia. A resposta veio pelo avesso da cobrança por experiência: “se você quer alguém com experiência na política, crava o 13 na urna aí e vê o que vai acontecer contigo”. Para o candidato, “ninguém tem mais experiência nesse país que o PT”, e seu diferencial é outro: “eu tenho experiência de ser o cara que gera renda, que gera riqueza pro país, que paga imposto”. Segundo ele, a maioria dos políticos está acostumada a receber dinheiro do Estado e não sabe “o que é pagar um boleto, o que é tirar um alvará”.

1% nas pesquisas, nenhum convite para debate e a aposta em Renan Santos

O entrevistador apresentou os números: a pesquisa Quest o coloca com 1% e a Nelkamp com 0,4%, tanto no primeiro quanto no segundo voto, sendo duas as vagas em disputa. Túlio reconheceu o cenário e apontou o isolamento midiático como obstáculo: “sabatinas não fui convidado pra nenhuma”. Segundo ele, o último grande debate de TV teve duas cadeiras vagas, porque Carlos Bolsonaro e Carol de Toni não compareceram, e ele pediu uma delas. “Cheguei a mandar mensagem pro jornalista, me ignorou completamente. Acho uma sacanagem, mas ok”. O Jornal Razão ponderou que convidar é uma prerrogativa das emissoras.

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“O meu maior desafio hoje é vencer o desconhecimento”, resumiu, lembrando que o Missão tem apenas nove meses de existência. A aposta declarada é o efeito de arrasto do presidenciável do partido, Renan Santos: “eu não acho o Renan Santos uma terceira via. Eu acho que ele é a única via”. Sobre Augusto Cury, citado pelo entrevistador como nome a que vários candidatos tentam se associar por causa da possível transferência de votos, Túlio foi ácido: “o Cury eu acho que seria uma opção pra esquerda limpinha, pra fugir do Lula”. O entrevistador registrou que se tratava de opinião do entrevistado, e ele confirmou: “são minhas opiniões. Se não concordar comigo, tudo bem”.

Ele também usou o caso do senador Jorge Seif como argumento de viabilidade: “um completo desconhecido, incompetente, virou nosso senador por conta de estar junto com o Bolsonaro”. O entrevistador cortou de imediato: “ô Túlio, tu não me coloca em maus lençóis, quem tá falando isso é o Túlio, hein?”. O candidato assumiu a autoria da avaliação e citou a desavença pública entre Seif e outra figura do PL como exemplo das brigas internas do partido.

Saída do Novo e a crítica ao alinhamento com Jorginho Mello

Ex-filiado ao Partido Novo, Túlio explicou a migração para o Missão sem poupar a antiga legenda: segundo ele, o Novo tomou este ano “uma postura que eu não compactuo, que foi se juntar ao governo de Jorginho Mello”, movimento que ele diz já ter sido antecipado quando o partido “começou a se render pelo bolsonarismo”. Para o candidato, “um partido tem que existir não para orbitar o outro, nem para sobreviver; um partido tem que existir para fazer a diferença”.

Ele fez a ressalva de que não quer desmerecer o trabalho anterior da sigla, disse ter amigos e parlamentares que admira lá dentro e projetou que o Novo “vai sofrer, vai ser penalizado nas urnas”, o que, na avaliação dele, poderia servir como oportunidade de revisão. Sobre o Missão, partido criado a partir do MBL, afirmou que a legenda “não se vende ao populismo, ao que é mais fácil” e reconheceu que teria caminho bem mais confortável em outra chapa: “eu poderia estar em qualquer chapa do Jorginho Mello, que seria muito mais fácil pra mim”, bastando “botar a bandeira do Brasil nas costas” e defender uma causa única. O entrevistador puxou o fio histórico do MBL até o impeachment de Dilma Rousseff, lembrando que quem deu início ao processo foi o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, hoje apoiado pelo PL.

Pacto federativo, BR-470, porto de Itajaí e a briga entre Lula e o governador

Perguntado sobre o que faria como senador na economia, Túlio disse que sua prioridade número um seria a revisão do pacto federativo. Segundo ele, “o dinheiro vai todo para Brasília e depois volta a migalhas”, e todo presidente diz ter sido o que mais mandou recursos a Santa Catarina, esquecendo que “a inflação está estourando, que a arrecadação bate recorde junto” e que, em percentual, o repasse encolhe. O objetivo, afirma, é que o dinheiro fique no estado, com participação de empresários e da sociedade organizada na escolha dos investimentos.

Os gargalos citados por ele são conhecidos: a BR-470 na região de Blumenau, onde diz que as empresas não conseguem escoar produção; o porto de Itajaí, que classificou como “sempre uma porcaria”; e o Morro dos Cavalos, no sul. O entrevistador acrescentou a BR-101 e o tempo de viagem entre Joinville e Florianópolis, hoje de até quatro horas para um trajeto que se fazia em pouco menos de duas. Sobre o marco temporal, que trava a solução no Morro dos Cavalos e está no STF, Túlio afirmou: “não cabe mais criar mais reservas. O que tem já está bom”, e completou que “não sou contra os indígenas, mas acho que estão passando um pouco da conta”.

O candidato apontou ainda a falta de diálogo institucional como entrave. Ele lembrou que Lula esteve em Itajaí, em evento do porto, criticando o governador, que respondeu em vídeo. “Tudo bem os dois se odiarem, eu acho que até devem se odiar, eu odeio os dois também”, disse, defendendo que, na mesa, “a gente tem que deixar as ideologias de lado”. A promessa: “eu quero pegar esses dois pela mão, que nem criança pequena, e botar os dois para conversar”. Para ilustrar, recorreu à obra: “pouco importa se a BR vai ser de direita ou de esquerda”.

Metas para prefeitos, reforma do STF e a fala sobre decisões do Supremo

Túlio defendeu mudar a forma como os prefeitos recebem recursos, com exigência de metas em educação, saúde e saneamento e punição para quem não cumprir: “a gente quer chegar ao ponto de torná-los inelegíveis”. Ele reconheceu que a articulação é o ponto fraco do projeto: “a gente vai ter que dançar a música. A questão é: nós vamos editar qual vai ser a música dançada”. O entrevistador contrapôs que o Congresso já se blindou, lembrando que as emendas hoje são impositivas e que o Executivo perdeu a chantagem que usava para articular, e classificou a capacidade de articulação do Missão como um desafio, o que o candidato admitiu.

Sobre a fala de Renan Santos de não cumprir decisões que considera inconstitucionais, Túlio disse ver distorção: “são decisões que ele interpreta não constitucionais”. O entrevistador registrou a versão do presidenciável, de que a definição caberia à AGU, e Túlio avaliou que “essa aí é a alternativa para não se tornar um ditador”. Lembrado de que Jair Bolsonaro fez ameaça semelhante, respondeu: “Bolsonaro só latiu também”.

Questionado sobre estar preparado para sabatinar indicados ao STF e ao STJ, função do Senado que ganhou destaque depois de o último indicado de Lula ao Supremo não passar, disse que sim: “eu não tenho medo de enfrentar ninguém”. Pressionado pelo entrevistador, que distinguiu coragem de preparo, apresentou o modelo que gostaria de ver: metade dos ministros eleita pela população e metade indicada pelo presidente com revisão, mandato de 12 a 15 anos, idade-limite em torno de 75 ou 80 anos e exigência de trajetória como jurista. “A gente quer juristas. A gente não quer pessoas ideológicas ali”, afirmou, deixando claro que era exercício de imaginação, e não proposta fechada. O entrevistador reforçou que o essencial é o devido processo legal e que “não dá é pra gente concentrar a vítima, a acusação e o julgamento numa figura só”.

Patrimônio declarado, crise na empresa e a chapa de suplentes

Questionado sobre o quase um milhão de reais em patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, Túlio detalhou a trajetória: desenhista industrial de formação, trabalhou em uma fábrica de secadores para cachorro e abriu uma distribuidora para vender os produtos dela: “nunca foi planejado”. Parte do patrimônio, disse, vem de herança, com a qual comprou o primeiro carro, além de três pequenos apartamentos divididos com a irmã, que administra os bens. “Meu dinheiro, uma parte vem de herança e outra parte vem de trabalho”, resumiu.

Ele não escondeu a situação atual do negócio: teve queda forte na pandemia e vive agora um momento difícil. “Atualmente eu estou passando um grande momento de crise, não nego. Está difícil de pagar as contas, está difícil de sobreviver, está um pesadelo mesmo”. Em contrapartida, afirmou que uma segunda empresa, uma fábrica de eletrodomésticos aberta recentemente com um sócio, está deslanchando, ainda sem retorno financeiro por ser nova.

Sobre os suplentes, Edu Pércio Paz e Diego, indicados pelo partido e aceitos por ele após uma conversa, destacou os perfis técnicos: o primeiro foi bombeiro, policial militar, piloto de helicóptero e de avião, com experiência em segurança pública e defesa civil; o segundo é advogado e domina regularização fundiária, meio ambiente e áreas de marinha. “Eu faço a parte de comunicação, de investigação, e eles fazem a parte mais técnica”, disse, assumindo o próprio estilo: “gosto de arrumar confusão pra caramba”.

Avaliação de Jorginho Mello e leitura dos adversários

Sobre o governo estadual, a crítica foi direta: “ele acerta nas propagandas e erra na execução do que ele promete”. Túlio afirmou não ver estrada rural boa saindo do papel nem universidade gratuita para o mais pobre, como diz a promessa, e apontou contratos que classificou como estranhos, com dispensa de licitação, citando um caso envolvendo quase um bilhão de reais para telemedicina e para segurança com inteligência artificial nas escolas. “Eu vejo a gestão dele uma gestão baseada em propaganda”, concluiu. Jorginho Mello (PL, nº 22) é candidato a governador em 2026, com registro aguardando julgamento no TSE.

Perguntado sobre o prefeito de Joinville, disse não acompanhar a gestão e evitou julgamento: “sempre ouvi só coisas maravilhosas a respeito dele, mas ultimamente tá vindo umas aí que, se forem verdades, é bastante decepcionante”. Sobre João Rodrigues (PSD, nº 55), candidato a governador e prefeito de Chapecó, disse tê-lo encontrado pessoalmente uma única vez e o avaliou como “bem intencionado” e “coerente”, mencionando o passado de prisão e a eleição obtida na cadeia, episódio sobre o qual, segundo ele, “existem várias versões”. O entrevistador lembrou vagamente do caso, que envolvia uma máquina, mas disse não ter os detalhes do desfecho em mãos.

A preferência declarada é por Marcelo Brigadeiro (MISSÃO, nº 14), “por posicionamento mesmo”. Túlio contou que Brigadeiro é carioca, como Carlos Bolsonaro, mas fez a distinção: teria vindo para Santa Catarina há cerca de 20 anos, é casado com catarinense e tem filhos, empresa e imóveis no estado. Segundo o candidato, Brigadeiro trabalhou na campanha e em uma secretaria do governo Carlos Moisés e depois rompeu por divergência ideológica. “Eu admiro muito quem abre mão do, entre aspas, benefício de estar no governo, por conta de praticar o que considera o certo”. Sobre a pauta de segurança do aliado, o entrevistador completou a frase que o candidato hesitou em terminar: liberdade para a polícia atirar, para matar. Túlio ponderou: “falar, qualquer um fala. Botar em prática vai ser um outro problema”.

O apelo final e a réplica do entrevistador

Na mensagem de encerramento, Túlio pediu voto reforçando a origem catarinense da chapa: “elaboramos um projeto de catarinense para os catarinenses”. Disse o número, 144, e apelou ao voto residual: “se não for me dar o primeiro voto, me dá pelo menos o segundo”. Antes, havia resumido a disputa em três projetos: PT, PL e Missão. Sobre o primeiro, disse que “deu errado desde o início”; sobre o segundo, lembrou a própria frase de Bolsonaro de que, se errasse, o PT voltaria; sobre o terceiro, admitiu a incerteza: “a gente não faz a mínima ideia se vai ou não vai dar certo. A gente espera que sim”.

O apelo veio embalado numa comparação polêmica: a de uma mulher agredida em casa que desiste do boletim de ocorrência e volta para o marido. “Eu acho que assim como essa mulher deveria tentar viver uma vida sozinha, eu acho que o brasileiro deveria tentar colocar um novo projeto aí pra tocar o Brasil”, disse, pedindo ao eleitor que tenha “coragem de pelo menos tentar”.

O Jornal Razão encerrou com uma ponderação sobre o tom do debate político. O entrevistador afirmou que seu único receio é a ridicularização e a banalização da política promovidas pelo extremismo, que geram aversão na população, algo já visível, segundo ele, no crescimento da abstenção e no volume de eleitores que dizem às pesquisas que vão anular ou votar em branco. “A perca da esperança”, completou Túlio.

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