A estação de tratamento de água (ETA) do bairro Itinga, em Tijucas, está em fase final de uma modernização que troca o controle manual da operação por instrumentação automatizada. A intervenção atinge desde a entrada da água bruta, vinda da captação da Cachoeira, até o monitoramento de vazão e nível dos reservatórios da unidade, ponto em que a operação dependia de leitura visual em régua graduada.
Segundo o SAMAE, a ETA Itinga é a unidade responsável por produzir a água tratada distribuída no município. A autarquia confirma que a modernização envolve revitalização da estrutura, manutenção de válvulas e registros, instalação de uma nova bomba na captação da Cachoeira e, principalmente, automação e controle. “Antes a gente tinha controle do nível das caixas de forma manual, através de uma régua graduada. E agora a gente tem uma instrumentação que faz isso. Tanto para vazão como também para controle de nível dos reservatórios”, explica Tiago Suckow, presidente do SAMAE.

A unidade opera com duas fontes principais de captação. A da Cachoeira, no Rio Itinga, responde por cerca de 60% do volume produzido. A do Rio Tijucas, sistema bombeado a partir do Jardim Progresso, soma de 30% a 40%, operando com uma motobomba de 100 litros por segundo e 250 cavalos de potência, em regime de backup duplo. Internamente, a ETA depende de um processo de retrolavagem para limpar os filtros, que exige a transferência de volumes de água entre reservatórios da própria estação. Conforme o SAMAE, era nesse ponto que estava uma das maiores dificuldades operacionais da unidade, agora endereçada na modernização.

Em paralelo à intervenção dentro da ETA, o SAMAE executa a substituição de um trecho da adutora principal nas proximidades da estação. A autarquia informa que cerca de 15 rompimentos foram identificados na região apenas em 2026, e que a tubulação antiga é a que mais provoca interrupções no abastecimento.
A obra em andamento prevê 1,6 km de adutora nova, com 500 mm de diâmetro, prazo de conclusão estimado para o final de junho de 2026 e mudanças no traçado: a nova tubulação está sendo assentada com afastamento superior a dois metros das demais redes e com nova profundidade e recobrimento. “Para que a gente tenha uma capacidade de vazão suficiente para o crescimento da cidade”, afirma Suckow.