Um cachorro que estava desaparecido desde dezembro foi reencontrado pelos tutores de uma forma que ninguém esperava: na fila de um mutirão de castração em São José, na Grande Florianópolis. O casal Nathália Peres e Lucas Silva havia ido ao evento com um gatinho quando reconheceram, por acaso, o cão Pipoca no Parque dos Sabiás, onde o mutirão acontecia na semana passada. Bastou chamar pelo nome, e ele saiu correndo na direção deles. A história, publicada pelo g1, emocionou moradores da região.
Pipoca havia desaparecido em dezembro e, apesar de diversas tentativas de buscas, os tutores já não tinham mais notícias dele. “A gente já tinha perdido as esperanças“, contou Nathália.
O que eles não sabiam é que o cachorro havia aparecido perdido na região do Parque dos Sabiás e foi acolhido por servidores da Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o órgão responsável pelo mutirão de castração. A equipe construiu uma casinha para ele, passou a cuidá-lo e o rebatizou de Pitoco.
O reencontro na fila
No dia do mutirão, a servidora Vanessa Regina Caitano, que ajudava nos cuidados de Pitoco, havia acomodado o cachorro na garagem de veículos da fundação, na entrada do parque, para protegê-lo de outros animais.
“Na última vacinação que teve aqui, um cachorro mordeu ele e eu não queria que o maltratassem mais. Aí eu deixei ele aqui”, explicou Vanessa em vídeo feito pela prefeitura.
Foi ali, enquanto esperavam na fila com o gatinho, que Nathália e Lucas avistaram o cão. Lucas chamou o nome, e a confirmação foi imediata. “O Lucas chamou e, na hora, ele veio correndo. Foi uma mistura de choque, alegria e alívio“, relembrou Nathália.
Uma história de abandono com final feliz
Antes de ser adotado pelo casal, Pipoca já carregava uma história de abandono. O animal havia sido resgatado no Rio Grande do Sul pelo irmão de Nathália, que conhecia o envolvimento dela com a causa animal.
“Ele já tinha uma história de abandono, e quando ele sumiu foi muito difícil pra gente. Poder encontrar ele de novo, depois de tudo, é como ganhar ele mais uma vez“, disse Nathália.
Vanessa, que cuidou dele durante os quatro meses, celebrou o desfecho mesmo com o aperto no coração. “A gente acolheu ele aqui, cuidou, deu tudo que ele precisava. Claro que dá um aperto, porque a gente se apega. Mas ver ele voltando pra família dele não tem preço.”
Com o reencontro, o cachorro ganhou um nome que une as duas fases da sua vida: Pitoca, uma mistura de Pipoca, o nome dado pelos tutores, com Pitoco, o nome que recebeu dos servidores que cuidaram dele. Uma forma de honrar quem o amou dos dois lados.