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Lixo jogado no vaso trava as bombas de esgoto de Tijucas e faz o problema voltar para dentro das casas

Equipe do SAMAE retira plástico, pano, lenço umedecido e preservativo de dentro das estações elevatórias de Tijucas, que hoje tem cerca de 50% de cobertura de rede coletora. O lixo jogado no vaso trava as bombas, provoca mau cheiro na rua e faz o esgoto voltar para as casas.

Lixo jogado no vaso trava as bombas de esgoto de Tijucas e faz o problema voltar para dentro das casas
Foto: Reprodução
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Plástico, sacola, lenço umedecido, preservativo, pano e papel higiênico. A lista do que a equipe do SAMAE retira de dentro das estações elevatórias de esgoto de Tijucas não tem nada a ver com o que deveria circular por aquela tubulação, e é justamente ela que explica os entupimentos, o cheiro forte na rua e o esgoto que acaba voltando para dentro das casas.

A cidade tem hoje algo próximo de 50% de cobertura de rede coletora de esgoto, e mesmo dentro desse percentual o sistema já opera com problemas. Segundo o presidente do SAMAE, Tiago Suckow, o gargalo não está no equipamento nem no dimensionamento da rede, mas no que a população descarta no vaso sanitário e nos ralos. “Hoje, Tijucas tem algo próximo de 50% de cobertura de rede coletora de esgoto, mas a gente tem alguns problemas já nesse percentual”, afirma a autarquia.

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As elevatórias são o ponto onde essa engrenagem aparece. Cada uma recebe a contribuição de esgoto de uma área da cidade e bombeia o material para o ponto seguinte, até que tudo chegue à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Quando uma delas trava, o efeito não fica restrito ao equipamento: a rede inteira acima dele perde fluxo.

Para segurar o sistema em operação, o SAMAE mantém uma rotina fixa de limpeza. Semanalmente, de segunda a segunda, uma equipe com caminhão de hidrojato percorre todas as elevatórias do município. O procedimento passa por retirar o cesto que segura os resíduos e limpar a estrutura internamente, uma por uma.

O que sai de lá é sempre o mesmo tipo de material. “Está sempre muito sujo, desde plástico, preservativo, sacola, lenço umedecido, papel higiênico, pano, tudo que a gente pode imaginar é encontrado dentro da elevatória”, relata a equipe. São resíduos que, pela própria definição do serviço, deveriam ter ido para a lixeira e não para a rede coletora.

O estrago começa nas bombas. Elas trabalham sugando o esgoto e empurrando o material até a ETE, e param quando encontram obstrução. “Só que se entupir, vai parar, vai encher, vai transbordar a nossa elevatória e vai ser mais trabalho e trabalho”, explica o SAMAE. Com o bombeamento parado, o esgoto deixa de circular e a consequência sobe pela rede até as residências.

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O sintoma chega à rua antes de chegar ao morador. “Causa transtorno, odor na rua, cheiro muito forte, reclamação”, descreve a autarquia. Em pontos mais críticos, a limpeza precisa ser refeita duas vezes por dia, o que dá a dimensão do volume de material irregular que desce pela tubulação todos os dias.

O impacto também é mecânico e elétrico. O esforço extra para vencer a obstrução castiga a parte elétrica e a parte mecânica do conjunto de bombeamento, e a rede acaba obstruída na sequência. Cada parada não programada significa equipe deslocada, hidrojato em campo e um serviço que existe apenas porque alguém jogou lixo no lugar errado.

Para o SAMAE, quase toda essa conta poderia ser cortada na origem. “Tudo isso poderia ser evitado, mitigado, se a gente não tivesse tanto descarte de lixo, de resíduos dentro do esgoto”, afirma a autarquia, que trata a situação como um alerta direto à população.

A regra que o serviço tenta fixar é simples. Rede de esgoto é para receber o que sai do vaso sanitário no uso do banheiro e a água do chuveiro. Todo o resto vai para o cesto de lixo, sem exceção, incluindo os itens que costumam ser jogados na descarga por hábito.

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“Até papel higiênico não é para ser descartado no vaso sanitário. É para ser descartado no cesto de lixo”, reforça o SAMAE. Enquanto o município avança na ampliação da cobertura de coleta, a autarquia sustenta que o funcionamento do que já está instalado depende menos de obra nova e mais do que cada morador decide jogar na rede.

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