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“Ele pisa como se fosse no pulso”: o drama do cavalo resgatado “pele e osso” com fratura grave no Sul de SC

Encontrado extremamente debilitado e com a pata calcificada incorretamente, animal apelidado carinhosamente de "Halland" passa por reabilitação e precisará de cirurgia; protetores pedem apoio para custear o tratamento. Fotos: Reprodução / Arquivo Pessoal

“Ele pisa como se fosse no pulso”: o drama do cavalo resgatado “pele e osso” com fratura grave no Sul de SC
Foto: Reprodução
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Uma cena de abandono que poderia ter terminado em tragédia transformou-se em uma corrente de solidariedade no Sul do estado. Um cavalo jovem, visivelmente debilitado e com uma lesão severa na pata dianteira, foi resgatado no último sábado (1º) após ser encontrado deitado e sem forças em um bairro de Forquilhinha.

O alerta veio do protetor Luiz Wagner, que passava pelo local para acompanhar a situação de cachorras castradas no bairro e se deparou com o animal em situação extrema de vulnerabilidade.

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Em entrevista ao Jornal Razão, o ex-coordenador do Núcleo de Bem-Estar Animal de Criciúma, Christophe Maximiano de Lima, conta como encontraram o cavalo.

“O Luiz estava passando pelo bairro e viu o cavalo deitado. Ele acionou a Jéssica e ela me chamou. Já acionei uma veterinária na hora para reverter o quadro de inanição… Ele tá só no ossinho, com as costelinhas aparecendo“, relata Christophe.

Diagnóstico delicado e processo de engorda

Levado para um local seguro, abrigado e acolhedor, o animal vem recebendo os primeiros cuidados, incluindo medicação, capim, milho, feno e alfafa. No entanto, a principal preocupação dos protetores é uma lesão antiga na pata dianteira. Sem o tratamento adequado no passado, o osso calcificou de forma errada, impedindo o cavalo de apoiar o casco no chão.

“A patinha ficou torta, calcificou errado. Ele não consegue botar o casco no chão, acaba apoiando como se fosse o pulso, se fosse em um humano”, explica Christophe. “Provavelmente vai precisar passar por uma cirurgia. A gente vai fazer um raio-X ainda para ter certeza, mas a prioridade agora é engordar ele, deixar bem nutrido para depois encarar a cirurgia”, completou.

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Apesar das marcas do sofrimento e das escaras pelo corpo decorrentes do tempo em que passou deitado sem conseguir se levantar, o animal tem demonstrado sede de viver e bom apetite.

Sem um nome oficial até o momento, a equipe o apelidou carinhosamente de Halland.

“Eu brinquei chamando ele de Halland porque ele anda meio esquisitinho, tadinho, por causa da patinha, e tem uma crina loira”, conta Christophe com afeto.

Responsabilização e pedido de ajuda

A história do animal não para nos cuidados veterinários. Ainda hoje, os protetores registrarão um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil para que as autoridades identifiquem e responsabilizem o antigo tutor pelo crime de maus-tratos.

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Por se tratar de uma ação independente realizada pelos protetores (que atuam em Forquilhinha, Criciúma e região), os custos com alimentação especial, exames de imagem e a futura intervenção cirúrgica são altos. Para garantir que Halland tenha a chance de voltar a andar sem dor, o grupo pede o apoio da comunidade.

Quem quiser e puder contribuir com qualquer valor para o tratamento do cavalo pode enviar uma doação via Pix: (48) 99616-3567.

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